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ANPAD: tipo de questão que tem se repetido

Hugo Lima Hugo Lima comentários
11/09/2020, às 14:09 • 2 semanas atrás

Pessoal, hoje eu trago para vocês um tipo de questão que tem se repetido na prova da ANPAD. As duas últimas edições do teste ANPAD trouxeram uma questão de argumentos, dentro de raciocínio lógico, em que é apresentado o argumento mas uma das premissas está oculta.

A partir daí, a questão pede que você encontre dentre as alternativas de resposta aquela que seria a premissa que está oculta e que completa corretamente o argumento, deixando-o válido.

Sem demorar muito, vamos direto resolver a última questão desse tema:

ANPAD – março/2020)

A seguir é dado um argumento válido, formado por 3 premissas e a conclusão. A terceira premissa do argumento está oculta.

p v q v r

q –> r

∴ p

A terceira premissa do argumento poderia ser

A) ~q.

B) ~r.

C) p –> q.

D) r –> q.

E) (~q) v (~r).

RESOLUÇÃO:

O sinal ∴ introduz uma conclusão. Ou seja, a conclusão do argumento é simplesmente p, ou seja, que p é V.

Lembrando que um argumento lógico é válido quando as suas premissas realmente dão base à conclusão. Vejamos em qual caso isso ocorre.

A) ~q

Analisando as premissas, e sabendo que elas têm que ser todas verdadeiras, temos o seguinte:

~q é V, o que leva a q ser F.

q –> r – aqui temos uma condicional em que o antecedente é F. Ou seja, independentemente do valor de r a condicional é V.

p v q v r – aqui temos uma conjunção. Sabemos apenas que q é F. Para ser V é necessário que P seja V ou que r seja V.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

B) ~r

~r é V, o que leva a r ser F.

q –> r – aqui temos uma condicional em que r é F. Ou seja, q deve ser F para que a condicional seja V.

p v q v r – Sabemos que q e r são F. Para a premissa ser V é necessário que P seja V.

Perceba que as premissas foram capazes de dar base à conclusão. Esse é o gabarito da questão.

C) p –> q

p –> q é V, o que nos diz apenas que p e q não podem ser, simultaneamente, V e F, respectivamente.

q –> r – aqui temos uma condicional, o que nos diz apenas que q e r não podem ser, simultaneamente, V e F, respectivamente.

p v q v r – Sabemos apenas que p e q não podem ser respectivamente V e F simultaneamente e que q e r não podem ser respectivamente V e F.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

D) r –> q

r –> q é V, o que nos diz apenas que r e q não podem ser, simultaneamente, V e F, respectivamente.

q –> r – aqui temos uma condicional, o que nos diz apenas que q e r não podem ser, simultaneamente, V e F, respectivamente.

p v q v r – Sabemos apenas das restrições acima identificadas

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

E) (~q) v (~r)

(~q) v (~r) é V, o que nos diz apenas que ~q e ~r não podem ser F simultaneamente. Ou seja, q e r não podem ser V simultaneamente.

q –> r – aqui temos uma condicional, o que nos diz apenas que q e r não podem ser, simultaneamente, V e F, respectivamente.

p v q v r – Sabemos apenas das restrições acima identificadas

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

RESPOSTA: B

ANPAD – 2019)

A seguir, mostra-se um argumento formado por 4 premissas e a conclusão. No entanto, a primeira premissa excluída.

Argumento:           

(premissa 1)

S –> A (premissa 2)

(S ^ B) –> C (premissa 3)

B v (~A) (premissa 4)

Logo, C. (conclusão)

O argumento será válido se a premissa 1 for:

A) S.

B) B.

C) A.

D) ~A.

E) S v B.

RESOLUÇÃO:

A conclusão do argumento é simplesmente C, ou seja, que C é V.

Lembrando que um argumento lógico é válido quando as suas premissas realmente dão base à conclusão. Vejamos em qual caso isso ocorre.

A) S

Analisando as premissas, e sabendo que elas têm que ser todas verdadeiras, temos o seguinte:

S é V.

S –> A – como S é V, então A tem que ser V para que a condicional seja V.

B v (~A) – como ~A é F, então B tem que ser V para que a disjunção seja V.

(S ^ B) –> C – a conjunção é do tipo V ^ V, portanto, é V. Isso faz com que C tenha que ser V também. De outra forma, a condicional seria falsa.

Perceba que as premissas foram capazes de dar base à conclusão, ou seja, C tem que ser V. Esse é o gabarito da questão.

B) B

Analisando as premissas, e sabendo que elas têm que ser todas verdadeiras, temos o seguinte:

B é V.

B v (~A) – como B é V, nada podemos concluir sobre o valor lógico de A.

S –> A – como nada sabemos de A, nada concluímos de S.

(S ^ B) –> C – como nada sabemos de S, não temos como afirmar que C necessariamente é V.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

C) A

Analisando as premissas, e sabendo que elas têm que ser todas verdadeiras, temos o seguinte:

A é V.

B v (~A) – como ~A é F, então B tem que ser V para que a disjunção seja V.

S –> A – como A é V, S pode ser V ou F.

(S ^ B) –> C – como S pode ser V ou F, a conjunção (S ^ B) pode ser V ou F, de forma que não podemos cravar que o valor de C tem que ser V.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

D) ~A

A é F.

S –> A – como A é F, S tem que ser F.

B v (~A) – como A é F, ~A é V, de forma que B pode ser V ou F.

(S ^ B) –> C – como S é F, a conjunção (S ^ B) é F, de forma que C pode ser V ou F.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

E) S v B

S é V ou B é V

S –> A – S pode ser V ou F, de forma que A também, a depender do valor de S.

B v (~A) – B pode ser V ou F, de forma que A também, a depender do valor de B.

(S ^ B) –> C – não sabemos o valor lógico da conjunção (S ^ B), de forma que não podemos dizer que C necessariamente é V.

Perceba que as premissas não foram capazes de dar base à conclusão.

RESPOSTA: A

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