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Gabarito Extraoficial – PM SP – Português

José Maria José Maria comentários
16/05/2021, às 21:16 • 4 meses atrás

Prezados Alunos,

Eis meus comentários da prova de Língua Portuguesa da PM SP.

Esperemos a publicação do gabarito oficial pela organizadora e, havendo qualquer divergência pertinente, proporemos os recursos cabíveis.

Grande abraço e sucesso!

José Maria

Professor José Maria
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01) É correto afirmar que, no texto, a descrição da pessoa resiliente

(A) cria a imagem de um ser que atingiu a perfeição, graças à dedicação aos ensinamentos de livros e palestras.
(B) retrata um ser em desenvolvimento, que deve vencer as resistências que ele próprio se impôs.
(C) projeta um tipo idealizado, dotado de qualidades a serem buscadas no enfrentamento da realidade.
(D) representa o que cada um de nós é na realidade, apesar da impossibilidade de lutar para vencer as adversidades.
(E) simboliza todos os que querem abandonar uma vida banal para dedicar-se a vencer na vida.

Comentários:

Letra A – ERRADA – Extrapola o item quando afirma que a perfeição foi atingida devido ao ensinamento de livros e palestras. Essa ideia de causa não está presente no texto.
Letra B – ERRADA – A descrição apresentada é de um tipo perfeito. Além disso, o resiliente deve superar as adversidades, e não vencer resistência que ele próprio se impôs.
Letra C – CERTA – De fato! A descrição é de um ser perfeito, idealizado. Embora esse modelo não exista na realidade, é com base nele que o indivíduo constata em que estágio não se encontra e busca, assim, alcançá-lo.
Letra D – ERRADA – O modelo descrito no texto é idealizado, perfeito, e não corresponde à realidade. No entanto, ele serve de referência para o indivíduo que busca a resiliência.
Letra E – ERRADA – Como dito, o modelo descrito de resiliência ideal não existe na prática.

Gabarito Extraoficial: C

02) No último parágrafo, o episódio do conto de Kafka é usado pelo autor como

(A) exemplo das qualidades do homem resiliente, capaz de não se deixar abater diante da fome.
(B) modelo de comportamento a ser adotado ante as dificuldades que se interpõem no caminho.
(C) relato motivador para o leitor, incitando-o a buscar forças para vencer as tentações a que é submetido.
(D) interpretação do conceito da Física quando aplicado a situações concretas, independentemente de idealizações.
(E) ilustração bem-humorada, para expressar ponto de vista que desconstrói o tipo resiliente ideal.

Comentários:

O indiano que jejuava por longos períodos era tido como um herói, um homem de vontade férrea. No contexto lido, a visão a ele associada estava ligada ao modelo ideal de ser resiliente.

No entanto, essa visão é desfeita com sua resposta surpreendente, que guarda um tom de humor: ele não era um ser extremamente resiliente a ponto de jejuar por longos períodos; era sim um homem que, nas palavras dele, nunca havia sido tentado por um prato.

O autor do texto define nos parágrafos anteriores um modelo ideal de resiliência e constata que esse padrão não existe na íntegra no cotidiano. Com o episódio do conto de Kafka, ele desfaz essa descrição ideal de resiliência e apresenta algo mais concreto: resiliência é a serenidade diante das coisas que, na verdade, não foram capazes de nos atingir.

Gabarito Extraoficial: E

03) Os conceitos que caracterizam adequadamente as três camadas da pessoa resiliente, como descritas nos parágrafos 2o, 3o e 4o, são, respectivamente,

(A) persistência, resgate com fortalecimento, desprendimento.
(B) consistência, reação com sabedoria, recuperação.
(C) resistência, restabelecimento com conhecimento, revitalização.
(D) coerência, dedicação com mérito, desdobramento.
(E) consciência, restauração com excelência, abnegação.

Comentários:

A primeira etapa está associada à resistência. Nas palavras do próprio texto, temos: “Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a dor e continua de pé”.

A segunda etapa consiste em restabelecer a condição original, agregando aprendizado, conhecimento.

E a terceira etapa consiste no surgimento de um novo ser, ou seja, temos uma revitalização após a resistência à dor, o restabelecimento à condição original e o aprendizado adquirido.

Essa combinação está descrita na letra C

Gabarito Extraoficial: C

04) Observe os trechos destacados nas passagens seguintes.

Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. (2o parágrafo)
O resiliente consegue aprender com o golpe sentido (3o parágrafo)

Esses trechos expressam, nos contextos em que se encontram, as noções, respectivamente, de

(A) causa e companhia.
(B) modo e tempo.
(C) modo e causa.
(D) tempo e conformidade.
(E) oposição e condição.

Comentários:

O termo “sem desabar” expressa a ideia de modo. Note que a pergunta advinda do verbo é COMO.
Já o termo “com o aprendizado” expressa a ideia de causa: o aprendizado foi resultado(consequência) do golpe sentido(causa).

Gabarito Extraoficial: C

05) Observe a relação de sentido estabelecida pela conjunção “e” entre os enunciados da passagem – Ouve a crítica
e não “desaba”. Essa mesma relação de sentido está presente em:


(A) … não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe…
(B) … experiencia a dor e continua de pé…
(C) O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consciência…
(D) São […] modelos e, como tal, inatingíveis.
(E) Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão…

Comentários:

Na redação original, o “e” tem valor de oposição, contraste. Isso pode ser evidenciado por meio da seguinte reescrita: Ouve a crítica, mas não desaba.

Nas letras A, C e E, o “e” em destaque tem valor aditivo.
Na letra D, valor consecutivo.

Já na letra B, temos o “e” sinalizando oposição, contraste. Isso é evidenciado por meio da seguinte reescrita: “… experencia a dor, mas continua de pé”.

Gabarito Extraoficial: B

06) Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado na passagem – O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima. –, preservando o sentido original.

(A) ainda que seja a vítima.
(B) desde que seja a vítima.
(C) exceto se for a vítima.
(D) salvo se for a vítima.
(E) contanto que seja a vítima.

Comentário:

No trecho “mesmo se for vítima”, o termo “mesmo se” possui valor concessivo hipotético.
Esse mesmo valor se encontra na redação da letra A, com a presença da locução conjuntiva concessiva “ainda que” e o verbo na forma de subjuntivo “seja”, expressando um hipótese.

Gabarito Extraoficial: A

07) Observe o emprego dos parênteses e dos dois-pontos nas passagens.

O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as
ondas das adversidades. Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.

É correto afirmar que


(A) os parênteses isolam um comentário que reitera uma afirmação anterior; os dois- pontos introduzem um
comentário que retifica uma afirmação anterior.
(B) os parênteses isolam um comentário que reduz o sentido da afirmação anterior; os dois-pontos introduzem
um esclarecimento genérico acerca da afirmação anterior.
(C) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários com intuito de levar o leitor a discordar
do ponto de vista do autor.
(D) os parênteses isolam um comentário que se põe como alternativa a uma afirmação anterior; os dois-pontos introduzem um comentário que reforça a afirmação anterior.
(E) tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários que ratificam o sentido das afirmações
anteriores.

Comentários:

O comentário parentético estabelece uma alternativa: ou ele se considera, ou ele de fato é. Não se trata de uma mera reiteração (repetição) ou ratificação (confirmação). Já os dois pontos introduzem comentário explicativo que reforça a afirmação feita antes desse sinal de pontuação.

Gabarito Extraoficial: D

08) Nas passagens – Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe, com
o acréscimo de algo novo. / Quase sempre são inexistentes. – os termos destacados expressam nesses contextos,
respectivamente, as noções de


(A) passado recente e aproximação.
(B) acréscimo e relativização.
(C) tempo presente e diferenciação.
(D) ação em curso e negação.
(E) inclusão e generalização.

Comentário:

O termo “ainda” sinaliza um acréscimo. Pode ser trocado por “além disso” ou “inclusive”, o que limita nossas respostas às letras B e E.

Já o termo “Quase” tem a função de negar o caráter absoluto do advérbio “sempre”. Em outras palavras, sua função é relativizar.

A combinação sugerida está apresentada na letra B.

Gabarito Extraoficial: B

09) Assinale a alternativa em que o pronome destacado pode ser colocado antes ou depois do verbo, segundo a norma-padrão.

(A) … sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte…
(B) O tipo aqui descrito nunca se vitimiza…
(C) Combinam-se os dois conceitos.
(D) …serve como para indicar o ponto no qual não me encontro.
(E) … nunca havia encontrado um prato que… o seduzisse realmente.

Comentário:

Nas letras B, D e E, temos fatores de próclise: o advérbio “nunca”, a palavra negativa “não” e o pronome relativo “que” respectivamente. Nesses casos, a próclise é obrigatória.
Já na letra C, a ênclise é obrigatória, porque não se admite pronome oblíquo no início de frase.

Na letra A, por sua vez, não há restrições para o emprego da próclise ou da ênclise.

Gabarito Extraoficial: A

10) Se no início de cada enunciado da passagem – Todos temos graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma coisa não invalida a outra. – for incluído o termo “Talvez”, a sequência coerente será:

(A) Talvez todos tínhamos graus variados de resiliência diante da vida. Talvez ninguém era o tipo ideal. Talvez uma coisa não invalidava a outra.
(B) Talvez todos tenhamos graus variados de resiliência diante da vida. Talvez ninguém seria o tipo ideal. Talvez uma coisa não invalidava a outra.
(C) Talvez todos teríamos graus variados de resiliência diante da vida. Talvez ninguém fora o tipo ideal. Talvez uma coisa não invalidou a outra.
(D) Talvez todos temos tido graus variados de resiliência diante da vida. Talvez ninguém foi o tipo ideal. Talvez uma coisa não invalida a outra.
(E) Talvez todos tenhamos graus variados de resiliência diante da vida. Talvez ninguém seja o tipo ideal. Talvez uma coisa não invalide a outra.

Comentário:

As formas “Temos”, “é” e “invalida” estão flexionadas no presente do indicativo.
Com o acréscimo do advérbio “Talvez”, é necessário o emprego do presente do subjuntivo, que corresponde às formas “tenhamos”, “seja” e “invalide”.

Gabarito Extraoficial: E

11) Com as modificações feitas, as passagens – Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe, foi
sentida, houve reação com aprendizado… –, estão de acordo com a norma-padrão de concordância verbal em:


(A) Não há lamúrias ou sofrimento para o mundo. As dores existem, sentiram-se, houve reações com aprendizado…
(B) Não haviam lamúrias ou sofrimento para o mundo. Existia dores, eram sentidas, houveram reações com aprendizado…
(C) Não se registra lamúrias ou sofrimento para o mundo. Há dores, foram sentidas, aconteceu reações com aprendizado…
(D) Não houve lamúrias ou sofrimento para o mundo. Houveram dores, foram sentidas, aconteceu reações com aprendizado…
(E) Não se registra lamúrias ou sofrimento para o mundo. Está aí as dores, sentiu-se, aconteceram reações com aprendizado…

Comentários:

Letra A – CERTA – O verbo “haver”, no sentido de “existir”, é impessoal e deve ser flexionado somente na 3a pessoa do singular, o que justifica as formas “há”, em “há lamúrias”, e “houve”, em “houve reações”. Já o verbo “existir” sempre possui sujeito. No caso do trecho em destaque, deve-se empregar a forma “existem”, para que haja concordância com o sujeito “As dores”.

Letra B- ERRADA – Deve-se empregar as formas “havia”, na 3a pessoa do singular, e “Existiam”, no plural.

Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma “se registram”, para que haja concordância com o sujeito paciente “lamúrias ou sofrimento…”. Além disso, deve-se empregar a forma “aconteceram”, para que haja concordância com “reações”.

Letra D – ERRADA – Deve-se empregar as formas “Houve”, na 3a pessoa do singular, já que verbo “haver”, no sentido de “existir”, é impessoal.

Letra E – ERRADA – Deve-se empregar a forma “se registram”, para que haja concordância com o sujeito paciente “lamúrias ou sofrimento…”. Além disso, deve-se empregar a forma “Estão”, para que haja concordância com “dores”.

Gabarito Extraoficial: A

12) É correto afirmar que as palavras destacadas nas passagens – … sem falha, diamantes sem jaça… (5o parágrafo)
/ Ele não era um homem de vontade férrea… (último parágrafo) – têm sinônimos adequados, respectivamente, em


(A) pureza e cruel.
(B) defeito e falível.
(C) perfeição e desumana.
(D) mácula e inquebrantável.
(E) valor e inflexível.

Comentários:

O vocábulo “jaça” é desconhecido pela maior parte das pessoas, mas, pelo contexto, existe proximidade semântica com “falha”, “defeito”. Isso já nos elimina as letras A, C e E.
Já “férrea”, derivado de “ferro”, pode ser traduzida como “vontade de ferro”, ou seja, uma vontade firme, forte, inquebrantável.
Dessa forma, as combinações apresentadas nos levam à letra D.

Gabarito Extraoficial: D

13) Assinale a alternativa que possui apenas palavras empregadas em sentido próprio.

(A) Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a dor e continua de pé.
(B) O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar novamente.
(C) … mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência banal.
(D) … sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as ondas das adversidades.
(E) … sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.

Comentário:

Na letra A, temos a forma verbal “desaba” empregada em sentido figurado.
Na letra C, isso ocorre com a expressão “lodo da existência…”.
Na letra D, isso ocorre com “ondas das adversidades”.
Na letra E, isso ocorre com “grau homeopático”.

Na letra B, utilizou-se “ricochetear” para fazer menção a um salto depois de um impacto.

Gabarito Extraoficial: B

14)

Tendo em vista a fala de Armandinho, é correto afirmar que o efeito de sentido da tira consiste em

(A) corroborar a visão preconceituosa acerca das responsabilidades femininas de cuidar dos filhos.
(B) corroborar o senso comum segundo o qual há brinquedos que são, na prática, exclusividade de meninas.
(C) tecer uma crítica implícita ao estereótipo que considera que cuidar dos filhos é tarefa feminina.
(D) tecer uma crítica explícita ao comportamento infantil de levar boneca a passear, como se fosse um bebê.
(E) tecer um comentário pertinente acerca de certos hábitos infantis que devem ser vigiados pelos pais.

Comentários:

A tirinha não corrobora (valida) a visão de que existem brinquedos exclusivos de meninas, nem de que cuidar dos filhos é uma tarefa exclusivamente feminina.
Com a fala de Armandinho, há no texto uma crítica implícita ao comportamento daqueles que acham inadequado o homem exercer determinadas funções, como cuidar do filho, cozinhar, etc.

Gabarito Extraoficial: C

15) Tratando de um livro escrito em 1938, a matéria de Veja destaca

(A) o empreendimento editorial mais bem sucedido de 2020 e sua relação com os insucessos do mercado
livreiro.
(B) a relação entre a obra de Dale Carnegie e os eventos que antecederam a Grande Depressão nos Estados
Unidos.
(C) o sucesso editorial, nos dias atuais, de Quem Pensa Enriquece, graças à reedição pela Citadel.
(D) a necessidade de superar obstáculos nos momentos de dificuldade e a falta de obras de autoajuda no
Brasil.
(E) a reapropriação, hoje, de um tema que desperta interesse por estar associado a períodos de crise.

Comentários:

Letra A – ERRADA – Não é possível afirmar que foi o empreendimento mais bem sucedido de 2020.
Letra B – ERRADA – O foco do texto é a obra Quem Pensa Enriquece.
Letra C – ERRADA – É uma extrapolação. Não se pode afirmar que o sucesso se deveu à reedição.
Letra D – ERRADA – Segundo o texto, não faltam obras de autoajuda.
Letra E – CERTA – Exato! A obra de 1938 ainda é atual em 2021.

Gabarito Extraoficial: E

16) É correto afirmar que o texto, de natureza

(A) científica, tem caráter explicativo e emprega expressões em sentido figurado, tais como “lutar contra a
ruína econômica” e “sobrevivia do socorro financeiro da família da esposa”.
(B) polêmica, tem caráter argumentativo e emprega expressões em sentido próprio, tais como “premissa básica do aconselhamento motivacional” e “Essa pérola só seria publicada pela primeira vez nos Estados Unidos em 2011.”.
(C) jornalística, tem caráter informativo e emprega expressões em sentido figurado, tais como “saltava de galho em galho” e “dar a volta por cima”.
(D) religiosa, tem caráter doutrinador e emprega expressões em sentido figurado, tais como “foi engavetado por veto de dona Annie Lou” e “uma fictícia entrevista entre o autor e o diabo”.
(E) opinativa, tem caráter educativo e emprega expressões em sentido próprio, tais como “autor que fez fama à sombra da Grande Depressão” e “atropelou o mercado editorial”.

Comentários:

Trata-se de um texto meramente informativo. Não há uma opinião emanada pelo autor.
Dessa forma, o texto tem natureza jornalística, o que não o impede de utilizar termos em linguagem figurada.

Gabarito Extraoficial: C

17) As expressões desalento (Com base em seu próprio desalento…) e ascensão (A ascensão do título coroou
um movimento…) têm antônimos, correta e respectivamente, em:

(A) contentamento e contenção.
(B) ânimo e declínio.
(C) desconfiança e descida.
(D) indefinição e queda.
(E) esperança e escalada.

Comentários:

O vocábulo “desalento” significa “desânimo”. Dessa forma, seu antônimo pode ser “contentamento”, “ânimo” ou, até mesmo, “esperança”.

Já “ascensão” significa “subida”. Dessa forma, seu antônimo pode ser “descida” ou “declínio”.

As combinações nos levam à letra B como gabarito.

Gabarito Extraoficial: B

18) Na passagem do primeiro parágrafo – … naquela altura tentava a sorte como escritor –, a expressão destacada
faz referência


(A) à época de seu nascimento.
(B) ao salto de galho em galho.
(C) ao período da Grande Depressão.
(D) ao período em que se divorciou.
(E) ao momento da opção por ser escritor.

Comentários:

Trata-se de um marcador temporal que faz referência ao período da Grande Depressão.

Gabarito Extraoficial: C

19) A alternativa em que a passagem do texto está reescrita de acordo com a norma-padrão de concordância nominal é:

(A) O movimento centrado em obras de superação viu-se coroado com a ascensão do título de Hill.
(B) Não chega a ser surpresa que o apelo da literatura de Hill ao longo das décadas tenha sido conservada.
(C) Sabe-se que a convicção religiosa de dona Anne Lou, esposa do escritor, foi decisivo para que o livro ficasse engavetado por anos.
(D) Seu súbito empoderamento no Brasil da pandemia não deixa de ser, de certa forma, irônica.
(E) Vetado, graças à decisão de dona Annie Lou, a obra de Hill está no topo das preferências dos brasileiros.

Comentários:

Letra A – CERTA
Letra B – ERRADA – Deve-se empregar a forma “conservado”, para que haja concordância com “apelo”.
Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma “decisiva”, para que haja concordância com “convicção”.
Letra D – ERRADA – Deve-se empregar a forma “irônico”, para que haja concordância com “empoderamento”.
Letra E – ERRADA – Deve-se empregar a forma “Vetada”, para que haja concordância com “obra”.

Gabarito Extraoficial: A

20) Assinale a alternativa em que a passagem do texto está reescrita de acordo com a norma-padrão de regência verbal e emprego do sinal de crase.

(A) O socorro financeiro da família da esposa garantia à sobrevivência de Hill.
(B) Vivemos um período de medo, o que levou à uma maior busca por livros de superação.
(C) Conte Jr. largou o ramo farmacêutico comprometendo-se à trabalhar no ramo editorial.
(D) Se ele não podia opor-se à ruína econômica, por que não lucrar com ela?
(E) Efeitos calamitosos da Grande Depressão atingiram à milhões de americanos nos anos 30.

Comentários:

Letra A – ERRADA – O verbo “garantir” pede objeto direto. Falta, dessa forma, a preposição A, para viabilizar a crase.
Letra B – ERRADA – Não ocorre crase antes de artigo indefinido.
Letra C – ERRADA – Não ocorre crase antes de verbo.
Letra D – CERTA – A crase é resultado da fusão da preposição A – requerida pela regência de “opor-se” – com o artigo A – requerido por “ruína”.
Letra E – ERRADA – Sem crase singular antes de plural masculino “milhões”.

Gabarito Extraoficial: D

José Maria

Professor de Língua Portuguesa para concursos há 10 anos. Atuou como Consultor de Língua Portuguesa na CNI (Confederação Nacional da Indústria) no Projeto Educação Livre. É autor de livros e materiais didáticos para ENEM e Concursos Públicos. Formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA.

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