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Gabarito SEFAZ BA Economia – provas resolvidas

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27/05/2019, às 07:49 • 1 ano atrás

Olá, tudo bem? Preparamos os comentários da prova do ICMS BA (Sefaz BA) para você. Consideramos uma prova bem razoável.

Havia uma questão difícil (a que se referia ao artigo do Economista André Lara Resende), duas intermediárias (as referentes ao Balanço de Pagamentos e às Necessidades de Financiamento do Setor Público) e as demais foram bem fáceis.

Bora lá para os comentários da Prova do Sefaz-BA?

1. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Em artigo recente na imprensa, o Economista André Lara Resende diz que a macroeconomia está em crise. Ao apontar os pilares de um novo paradigma, afirma que “Desde os anos 1990, sabe-se que os bancos centrais não controlam a quantidade de moeda, nenhum dos ‘agregados monetários’, mas sim a taxa de juros. O principal instrumento de que dispõe o Banco Central para o controle da demanda agregada é a taxa básica de juros. (Valor Econômico, 08/03/2019).
É correto relacionar essa afirmação:
a) à ineficácia da prática de políticas monetárias quantitativistas.
b) à convicção do autor de que a inflação é resultado direto da quantidade de moeda em circulação na economia..
c) à idéia de que a taxa básica de juros deveria ser utilizada para todos os contratos entre os agentes econômicos.
d) ao insucesso do modelo de metas de inflação em diferentes países.
e) aos obstáculos à emissão de moeda pelos bancos centrais, como consequência direta do avanço das criptomoedas eletrônicas.
RESOLUÇÃO:
A hipótese da questão é que o Banco Central não consegue controlar a quantidade de moeda, isto é, não consegue controlar o “M”.

No nosso curso (aula 10, página 22), estudamos a Teoria Quantitativa da Moeda. Basicamente, ela afirma que:
MV = PT
Onde: M = oferta de moeda (base monetária – também chamada de estoque de moeda), V = velocidade de circulação da moeda, P = nível geral de preços e T = quantidade de transações ocorrida no sistema econômico.
A ideia por trás da TQM é a de que as pessoas utilizam a moeda como meio de troca. Isto porque se a Economia estiver utilizando o máximo de recursos possíveis (o chamado pleno emprego), a quantidade de
transações (T) estará no máximo. Portanto, se nós aumentarmos a quantidade de moeda (M) a única coisa que ocorrerá o aumento de P, ou seja, no nível geral de preços.
Portanto, segundo a TQM, aumentos na oferta de moeda vão fazer com que haja mais inflação. Então, se a oferta de moeda for alta (quanto maior o M) , o nível geral de preços será alto (P).
Só que, se o Banco Central não puder controlar M, a Teoria Quantitativa da Moeda deixa de fazer sentido, pois a relação entre as variáveis não subsiste. Com isso em mente, fica fácil acertar a questão.

a) Correta. Se o Bacen não controla M, não faz sentido aplicarmos a teoria quantitativa da moeda.
b) Incorreta. Se o Bacen não controla M, a relação entre M e P não subsiste e o nível geral de preços (P) será influenciado por uma outra variável, que a TQM não consegue dizer qual seria. Teríamos que desenvolver uma
nova teoria (que parece que é isso o que o autor propõe no artigo para a imprensa).
c) Incorreta. Alternativa absurda. A taxa básica de juros brasileira é a SELIC. Se todo mundo fosse obrigado a usar a SELIC em seus contratos, é possível que alguns projetos não saíssem do papel. Isto porque há projetos mais arriscados (cujo financiador irá requerer uma maior taxa de juros) e menos arriscados (cujo financiador pode, dependendo do caso, cobrar uma taxa menor que a básica).
d) Incorreta. O modelo de metas de inflação é caracterizado quando o Banco Central estipula quanto vai ser a inflação e usa a política monetária ( via taxa de juros) para perseguir essa inflação (inflação-meta). Alguns países realmente não tem tido sucesso com esse regime, mas o enunciado parte justamente da hipótese contrária: como o Banco Central controla o juros, o instrumento mais efetivo para conter a inflação seria justamente o juros (de forma geral, aumentam o juros, contem-se a inflação)
e) Incorreta. Pelo contrário! O Banco Central é o emissor de moeda, ou seja, ele é o único agente autorizado a emitir moeda. A questão já está errada, portanto. A relação com as criptomoedas é ainda pior, pois o volume
financeiro negociado em cripto ainda é muito baixo e não afeta a capacidade do Banco Central de emitir moeda.
Resposta: A

2. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

No sistema de Contas Nacionais do Brasil, a mensuração da Formação Bruta de Capital Fixo:
a) reflete, para o setor de famílias, as projeções a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
b) considera os ativos fixos utilizados repetida ou continuamente em processos de produção por mais de um ano, ativos esses que são equivalentes aos totais de ativos tangíveis.
c) tem no Balanço Patrimonial do Banco Central do Brasil a fonte do conjunto de informações necessárias para a estimativa de contribuição das empresas financeiras que representam as unidades institucionais residentes que se dedicam principalmente a prestar serviços financeiros.
d) apura a ampliação da capacidade produtiva da Economia por meio de indicadores do fortalecimento do poder de consumo das unidades institucionais residentes.
e) se baseia, para o setor Governo Geral, no levantamento das despesas de investimentos informadas nos planos de contas dos Balanços Orçamentários dos diferentes níveis de governo, sendo que para os Governos Estaduais uma fonte utilizada é a Execução Orçamentária dos Estados.
RESOLUÇÃO:

Vimos essa relação na aula 8. A formação bruta de capital fixo compõe o investimento, juntamente com a variação dos estoques ( I = FBCK + dE).
Na Economia, investimento não é o investimento financeiro, mas sim o investimento produtivo, isto é, o investimento destinado a adquirir fatores de produção (principalmente capital, daí o nome formação bruta de
capital fixo) , para aumentar a capacidade produtiva da economia.
Além disso o Investimento também pode ser dividido em Investimento Público e Investimento Privado ( I = Ip + Ig).
Vamos às alternativas

A) Incorreta. Investimento tem a ver com a capacidade produtiva da economia, não com as famílias.
B) Incorreta. Os bens de capital, por sua natureza, são utilizados por mais de um ano. Uma empresa que compra uma máquina para produzir, certamente a utilizará por mais de um ano (geralmente elas são usadas por 5 anos). No entanto, o investimento não leva em conta só ativos tangíveis (como máquinas e equipamentos). Os ativos intangíveis, como softwares, também entram no conceito, daí o erro da alternativa.
C) Incorreta. Nós temos dois lados na Economia: o lado real ( o mercado monetário, que cuida da oferta e demanda de moeda) e o lado real (o mercado de bens e serviços, que cuida da oferta e demanda de bens e serviços). O Banco Central supervisiona o lado monetário e os investimento das empresas financeiras tem mais a ver com aplicações no mercado financeiro (conceito popular de investimento, que não é o conceito de investimento produtivo, que estamos utilizando aqui).
D) Incorreta. Alternativa quase certa. Mas falou em “consumo” ali na parte final, o que deixou a alternativa errada. FBCK tem a ver com investimento.
E) Correta. Essa alternativa é uma mescla com os conceitos de Administração Financeira e Orçamentária. Como parte do Investimento vem do poder público (I = Ip + Ig), por certo que este tipo de previsão constará dos orçamentos dos diferentes níveis e governo, daí a referência aos Balanços Orçamentários.
Resposta: E

3. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Dentre os números divulgados pelo Banco Central do Brasil para o Balanço de Pagamentos do país, para o ano de 2018, temos a seguinte abertura de dados da Conta Financeira em US$ bilhões:

Investimento direto no exterior 14,0
Investimento direto no país 88,3
Investimento em carteira – ativos 3,4
Investimento em carteira – passivos (-) 8,4
Derivativos – ativos e passivos 2,8
Outros Investimentos – ativos 54,4
Outros Investimentos – passivos 5,8
Ativos de reserva 2,9

Considerando que, para contas de ativo e de passivo, + significa aumento de estoque e (-) redução de estoques, a Conta Financeira em 2018, em US$ bilhões foi de:
a) (-) 25.0
b) (-) 8.2
c) (-) 140,3
d) 134,8
e) 123,5

RESOLUÇÃO:
Questão muito top! Estudamos o Balanço de Pagamentos na aula 9 do curso. E acredito que ninguém deva ter tido muito problema aqui.
O aluno que não é do Direção Concursos, provavelmente saiu somando os investimentos positivos e diminuindo os negativos. Como não chegou a uma resposta, se desesperou e chutou.
Mas os alunos do Direção Concursos sabem que o Balanço de Pagamentos registra as transações de um país com o resto do mundo, portanto, o principal aspecto do BP de um país é se entrou ou se saiu dinheiro do país. Quando entra dinheiro no país, o recurso entra como positivo. Quando saiu dinheiro do país, teremos sinal negativo.
Vamos ver as contas:
Investimento direto no exterior: Esta conta representa os ativos que o país tem no exterior. Portanto, se o país tem ativos no exterior, é porque o dinheiro saiu do país para comprar esses ativos no exterior. Sinal negativo aqui.

Investimento direto no país: Aqui é o contrário. São investimento do exterior no país. Como entrou dinheiro do exterior para esses ativos serem comprados aqui, teremos um sinal positivo. Investimento em carteira – ativos: Como o país tem investimentos em carteira fora do país, saíram recursos daqui, portanto, sinal negativo.

Investimento em carteira – passivos: Esta conta representa o investimento que o resto do mundo tem no país, entraria, portanto, com o sinal positivo. Mas repare que o saldo dessa conta é negativo [(-)8,4].

Isso significa que o investimento do resto do mundo no país DIMINUIU (daí o sinal negativo e, -8,4). Se o investimento do resto do mundo no país diminuiu, é porque saiu dinheiro do país. Sinal negativo.

Derivativos – ativos e passivos: Esses são ativos que o país tem no exterior. Saíram recursos do país, sinal negativo.

Outros Investimentos – ativos: Mesma lógica. Saíram recursos do país, sinal negativo.

Outros Investimentos – passivos: Foram feitos no país, então, sinal positivo.
Ativos de reserva: Saíram recursos do país, sinal negativo.

Bom, agora é só pegar os recursos que entraram no país e diminuir dos recursos que saíram do país.

Recursos que entraram no país: Investimento Direto no País (88,3), Outros Investimentos – Passivos (5,8). Portanto, 88,3 + 5,8 = 94,1 Recursos que saíram do país: Investimento Direto do Exterior (14,0), Investimento em Carteira – Ativos ( 3,4), Investimento em Carteira – Passivos ( 8,4), Derivativos – Ativos e Passivos ( 2,8), Outros Investimentos – Ativos
(54,4) e Ativos de Reservar (2,9). Portanto, 14,0 + 3,4 + 8,4 + 2,8 + 54,4 + 2,9: 85,9. Agora, para chegarmos ao final, é só pegar tudo que entrou no país (94,1) e tirar tudo que saiu (85,9). Os recursos que entraram no país são contabilizados como crédito, já os recursos que saíram do país são contabilizados como débito.

O total dos Créditos é 94,1 e o total dos Débitos é 85,9. Para que o total dos créditos seja igual ao dos débitos (método das partidas dobradas), é necessário que acrescentemos 8,2 na coluna dos débitos (85,9 + 8,2 = 94,1, igualando o tal dos créditos). Ou seja, os débitos ficaram 8,2 ABAIXO do necessário. Portanto, o saldo da CCF será -8,2. Este resultado de -8,2 significa que o total dos débitos ficou 8,2 abaixo do total dos créditos. Em outras palavras, para que houvesse igualdade entre créditos e débitos seriam necessários que saíssem do país 8,2 bilhões; como tem que sair 8,2, temos como saldo da CCF -8,2.
Resposta: B

4.FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Sob o modelo IS-LM e uma demanda por moeda infinitamente inelástica em relação à taxa de juros, a autoridade de um país com economia fechada, ao pretender expandir a renda:
a) terá sucesso se expandir os gastos públicos.
b) enfrentará a chamada armadilha da liquidez.
c) atingirá plenamente seu objetivo por meio da política fiscal contracionista.
d) não poderá contar com a política fiscal.
e) terá eficácia com uma política monetária contracionista.
RESOLUÇÃO:
Os economistas clássicos acreditavam que a única função da moeda era a de meio de troca. Assim, a demanda por moeda não dependeria da taxa de juros. Aplicando esse pressuposto ao Modelo IS-LM, chegamos ao Caso
Clássico, no qual a demanda por moeda é infinitamente inelástica à taxa de juros, o que ocasionaria uma curva LM 100% vertical, como vemos no gráfico abaixo:

No caso clássico, a política fiscal (curva IS) é ineficaz para aumentar a renda.
A) Incorreta. No caso clássico, a política fiscal (de que é exemplo o aumento de gastos públicos) é ineficaz para aumentar a renda>
b) Incorreta. A armadilha de liquidez é um caso no qual a LM é 100% horizontal (e não 100% vertical, como ocorre quando a demanda é insensível à taxa de juros). Segue um resumo que utilizamos no curso sobre esses pontos:

C) Incorreta. No caso clássico, a política fiscal é ineficaz para aumentar a renda.
D) Correta. Já que no caso clássico, a política fiscal é ineficaz para aumentar a renda.
E) Incorreta. Políticas monetárias contracionistas aumentam os juros, mas DIMINUEM a Renda.
Resposta: D

5.FCC – SEFAZ/BA – 2019)

As necessidades de financiamento do setor público, em fluxo acumulado no ano de 2018, apresentam os seguintes números, conforme publicação do Banco Central do Brasil (R$ milhões).

Resultado Primário 108.258
Governo Central 116.117
Governos Regionais (-) 3.492
Empresas estatais (-) 4.417
Resultado Nominal 487.442
Governo Central 426.474
Governo Federal 500.879
Governos Regionais 59.389

Considerando os números publicados:
a) o valor total do fluxo de juros nominais superou o valor do resultado nominal.
b) os Governos regionais apresentaram necessidade de financiamento para juros nominais superior a R$ 60.000 milhões.
c) o Banco Central apresentou déficit nominal.
d) as empresas estatais apresentaram superávit nominal.
e) o Governo central não apresentou necessidade de financiamento para juros nominais.

RESOLUÇÃO:
Questão mole, mole. Vimos os conceitos na aula 14 do curso. Aqui, só é necessário ficar atento que se nós temos necessidades de financiamento, é porque há déficit público. Então, os resultados positivos da tabela na verdade significam que o setor público está deficitário.
a) Incorreta. O resultado primário mais os juros nominais é igual ao resultado nominal. Então:

Portanto, os juros nominais foram de 379.184, enquanto o resultado nominal foi de 487.442. Alternativa incorreta.
b) Correta. As necessidades de financiamento primárias dos governos regionais (estados e municípios) foram de – 3.492, o que significa que houve superávit primário. Mas houve déficit nominal no valor de 59. 389.

Portanto, certinho!

C) Incorreta. O Governo Central é formado pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional e pelo INSS. Com os dados fornecidos pela questão, não temos como isolar o Banco Central para saber qual foi o resultado dele…
D) Incorreta. Pelos dados apresentados, as empresas estatais apresentaram superávit PRIMÁRIO, mas não temos como saber se elas apresentaram resultado nominal positivo ou negativo.
E) Incorreta. O governo central teve tanto déficit primário quanto déficit nominal.
Resposta: B

6.FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Ao se decidir por uma política cambial, deve-se ter em conta que em um regime de câmbio fixo:
a) as operações de câmbio são realizadas de forma centralizada, entre os bancos e os Banco Central.
b) as reservas internacionais tornam-se irrelevantes para o sucesso da política.
c) a adoção do crawling peg contribui para a manutenção do câmbio real.
d) a responsabilidade pela manutenção da taxa de câmbio recai sobre os agentes econômicos privados.
e) os preços internacionais se tornam relevante fator de transmissão para a inflação interna.
RESOLUÇÃO:
Sobre os regimes cambiais, segue a tabela-resumo que vimos durante a aula:

a) Incorreta. Operações de câmbio podem ser realizada por vários agentes, até mesmo por pessoas físicas. O que caracteriza o regime cambial fixo não são os agentes que realizam as operações cambiais, mas sim a atuação do
Banco Central no regime cambial, ofertando e demandando divisas, para manter o câmbio no mesmo patamar.
b) Incorreta. Pelo contrário! Como o Bacen tem que entrar no mercado de divisas para manter o câmbio fixo, ele precisa de altos volumes de reservas internacionais para conseguir cumprir seus objetivos.
c) Correta (na nossa visão). A questão define corretamente o Crawling Peg. A idéia dele é justamente manter a taxa cambial real constante. Resta saber se a FCC vai considerar o Crawling Peg como parte do regime cambial fixo ou como um regime intermediário, mesmo que mais próximo do cambio fixo.
d) Incorreta. No regime cambial fixo, a responsabilidade pela manutenção do câmbio é do Banco Central.
e) Correta. Como o Câmbio é fixo, o Banco Central precisa vigiar os preços externos e os preços internos da economia. Isto porque como o câmbio é fixo, sempre que houver um aumento de preços no exterior, as pessoas
aqui serão incentivadas a vender mercadorias para fora (exportar). Ao vender mais para fora, as empresas deixam de vender aqui, fazendo com que a oferta interna caia e os preços aumentem, aumentando também a inflação interna. ( aula 09, página 29).
Na nossa visão, há duas alternativas que podem ser consideradas corretas (C e E), de forma que a questão é passível de recurso.
Resposta: C e E (recurso)

7. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Considere as seguintes afirmações a respeito da elasticidade-preço da demanda de um produto:
I- A elasticidade será perfeita quando for igual a zero;
II – A demanda de um bem será mais inelástica se não houver substitutos no mercado;
III – A elasticidade no longo prazo pode diferir daquela vigente no curto prazo;
IV – As alterações no ponto da curva de demanda não alteram a elasticidade-preço.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) III e IV
b) I e II
c) I, III e IV
d) II e III.
e) I, II e IV.
RESOLUÇÃO:

Resposta: D

8. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Na análise de situações oligopolísticas:
a) o modelo de Cournot não permite uma posição de equilíbrio, o que impede a existência de um equilíbrio de Nash
b) O modelo de Cournot trata de empresas que produzem bens heterogêneos
c) o modelo de Bertrand considera a decisão de empresas concorrentes sobre o preço do produto
d) no modelo de Stackelberg, as empresas tomam decisão simultânea sobre o nível de produção
e) no modelo de Bertrand, uma empresa toma decisão antes das demais.

RESOLUÇÃO:
Sobre os oligopólios, segue a tabela-resumo que vimos no curso:

A) Incorreta. O equilíbrio em Cournot é um meio termo entre a concorrência perfeita e o monopólio.
B) Incorreta. Em Cournot, os bens são homogêneos ( aula 7, página 9)
C) Correta. É o exemplo do Eu, a Patroa e as crianças!
D) Incorreta. Em Stackelberg, temos a empresa líder, que decide primeiro.
E) Incorreta. Este é o modelo de Stackelberg.
Resposta: C

9. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Considere um programa de combate ao aedes aegypti em uma determinada região. Com base nos conceitos de bens públicos e privados, esse programa:
a) é não rival e não exclusivo
b) se beneficia da condição de não haver o efeito carona
c) tem a característica de um bem rival
d) tem sua efetividade dificultada, tendo em vista que a ele se aplica à condição da exclusividade
e) tem como ser realizado na condição de u bem privado, por conter as características básicas deste

RESOLUÇÃO:
Apesar da questão não ter mencionado, parece que esse programa de combate ao aedes será um programa governamental. Partindo desse pressuposto, o programa de combate ao mosquito será pago pelos impostos. Nessa situação, se o mosquito for erradicado, por exemplo, mesmo quem não pagou adequadamente seus impostos será beneficiado (não exclusão), pois pegou carona nos impostos pagos pelas outras pessoas. Além disso, o benefício da erradicação do mosquito (maior saúde e segurança sanitária para a população) beneficiará toda a população, de forma que se a minha rua ficar livre do mosquito, isso não significará que as demais ruas ficarão prejudicadas. Ou seja, o fato da minha rua se beneficiar, não prejudica o benefício das outras ruas. OU seja, o combate ao aedes aegypti pode ser considerado um bem público, por ter as características de não rivalidade e não exclusão. Olhe só:

Resposta: A

10. FCC – SEFAZ/BA – 2019)

Um exemplo de problema ambiental é o resultado do lançamento de poluentes nos rios. Embora a mensuração do problema apresente desafios, segundo a teoria microeconômica:
a) a fixação de padrões de limites de poluição não se fará possível quando houver informações incompletas sobre os custos de redução da poluição.
b) se espera uma curva de custo marginal total para a sociedade igual ao custo marginal da empresa poluidora
c) o custo marginal externo, representativo da externalidade negativa imposta externamente à empresa poluidora, é decrescente, se a empresa utilizar uma tecnologia de proporções fixas.
d) a aplicação de taxas não estimula a instalação de novas tecnologias, com o que não reduz a externalidade.
e) uma ação de eficácia questionável é a definição do direito de emissões de poluição em contexto de existência de muitos agentes prejudicados, tais como os proprietários de áreas que margeiam os rios poluídos

RESOLUÇÃO:
a) Incorreta. É claro que se não tivermos informações completas sobre os custos de redução da poluição isso vai evitar com que seja atingido o máximo de eficiência. No entanto, se pararmos para pensar, não temos informações completas sobre tudo e, mesmo assim, ações públicas e privadas continuam sendo realizadas no dia-a-dia. Portanto, limites de poluição são possíveis mesmo que haja informações incompletas. Só será necessário ajustar esses limites de vez em quando, sempre que houver novas informações disponíveis.

b) Incorreta. A externalidade ocorre quando há diferença entre o custo social e o custo privado. No caso da poluição, o custo privado é MENOR que o custo social. Na solução da externalidade, aí espera-se que o custo privado seja igual ao custo social.

c) Incorreta. Para produzir, uma empresa precisa de fatores de produção, como capital e trabalho. Ao usar uma tecnologia de proporções fixas, ela vai usar uma proporção fixa de capital e trabalho. Essa situação gera um Custo Marginal Externo CRESCENTE (e não decrescente, como afirma a questão).

d) Incorreta. Essa é a ideia do imposto de Pigou que vimos na aula. A ideia do imposto é justamente aumentar o custo da empresa poluente. Se a empresa poluente desenvolver uma tecnologia de menor grau de poluição para fugir desse imposto, todos serão beneficiados. Ou seja, o imposto, neste exemplo, incentivou a empresa a investir em novas tecnologias, pois a empresa só investiu para não pagar mais o imposto de Pigou.

e) Correta. Essa alternativa se baseia na ideia de Ronald Coase, segundo a qual, a questão do meio ambiente é uma externalidade que poderia ser resolvida caso tivéssemos direitos de propriedade bem definidos. No entanto, essa alternativa também traz algumas desvantagens, pois a negociação com os proprietários, a empresa pode se sentir legitimada a poluir.

Resposta: E

É isso, pessoal. Esperamos que tenham ido bem na prova.

Saudações,
Profs. Jetro Coutinho e Paulo Ferreira

economia

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