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Gabarito SEFAZ/RS: questões de Contabilidade são passíveis de recurso

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05/02/2019, às 22:22 • 2 anos atrás


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Olá pessoal, tudo bem?

Verifiquei o gabarito preliminar do Cespe e discordo de algumas questões.

Segue aqui minha resolução e meu fundamento para a questão 15 do bloco II.

A questão dizia:

Em 2/1/2015, determinada empresa incorporou ao seu imobilizado um equipamento industrial pelo valor de R$ 120.000. O fornecedor informou que a vida útil do equipamento é de quinze anos, mas a empresa verificou que revistas especializadas apontam durabilidade de doze anos e, assim, pretende utilizar o equipamento por dez anos. A empresa tem por prática considerar um valor residual de 10% em todos os seus equipamentos industriais. O equipamento é destinado ao uso em dois turnos de oito horas, e a empresa aplica a depreciação contábil acelerada, pelo método da linha reta, com quotas constantes.

No encerramento do exercício de 2017, depois de contabilizada a depreciação do período, o valor contábil líquido do bem era

A) inferior a R$ 70.000.

B) superior a R$ 70.000 e inferior a R$ 74.000.

C) superior a R$ 74.000 e inferior a R$ 78.000.

D) superior a R$ 78.000 e inferior a R$ 82.000.

E) superior a R$ 82.000.

RESOLUÇÃO:

Esta questão tenta induzir o aluno ao erro, fornecendo diversas vidas úteis, como a indicada pelo fornecedor (15 anos), indicada por revista especializada (12 anos), assim como a pretensão de utilização pela administração da entidade (10 anos).

Segundo o item 6 do Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado:

Vida útil é: (a) o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; ou
(b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.

Com isso, conclui-se que a entidade deverá depreciar o item utilizando a vida útil de 10 anos.

Segundo o item 56 do Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado:

56. Os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são consumidos pela entidade principalmente por meio do seu uso. Porém, outros fatores, tais como obsolescência técnica ou comercial e desgaste normal enquanto o ativo permanece ocioso, muitas vezes dão origem à diminuição dos benefícios econômicos que poderiam ter sido obtidos do ativo. Consequentemente, todos os seguintes fatores são considerados na determinação da vida útil de um ativo:
(a) uso esperado do ativo que é avaliado com base na capacidade ou produção física esperadas do ativo;


(b) desgaste físico normal esperado, que depende de fatores operacionais tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado, o programa de reparos e manutenção e o cuidado e a manutenção do ativo enquanto estiver ocioso;


(c) obsolescência técnica ou comercial proveniente de mudanças ou melhorias na produção, ou de mudança na demanda do mercado para o produto ou serviço derivado do ativo. Reduções futuras esperadas no preço de venda de item que foi produzido usando um ativo podem indicar expectativa de obsolescência técnica ou comercial do bem, que, por sua vez, pode refletir uma redução dos benefícios econômicos futuros incorporados no ativo; (Alterada pela Revisão CPC 08)


(d) limites legais ou semelhantes no uso do ativo, tais como as datas de término dos contratos de arrendamento mercantil relativos ao ativo.


Desta forma, conclui-se que ao determinar a vida útil do equipamento em 10 anos, certamente a entidade já levou em consideração o número de turnos em que o item será utilizado (afinal o item 56 é claro ao mencionar que todos os fatores são considerados na determinação da vida útil).

Sendo assim, considerando um valor residual de 10% do custo, que é de R$ 120.000, a depreciação anual do item será de:

Depreciação Anual= Custo-Valor ResidualVida Útil

Depreciação Anual=R$ 120.000-R$ 12.00010 anos=R$ 10.800

Sendo assim, em 31/12/2017, três anos após o item ser adquirido, o equipamento estará contabilizado da seguinte forma:

Custo R$ 120.000
( – ) Depreciação Acumulada (R$ 32.400) → R$ 10.800 x 3 anos
( = ) Valor Contábil R$ 87.600

Com isso, correta a alternativa E.

O gabarito preliminar apontado pelo CESPE, no entanto, aponta a alternativa B como gabarito. Aparentemente a banca considerou o coeficiente de aceleração da depreciação pelo fato de o equipamento ser destinado ao uso em dois turnos de oito horas. Neste sentido o valor contábil seria de:

Custo R$ 120.000
( – ) Depreciação Acumulada (R$ 48.600) → R$ 10.800 x 3 anos x 1,5
( = ) Valor Contábil R$ 71.400

No entanto, conforme disposição do item 56 do Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado, necessariamente a administração da entidade já levou em consideração na definição da vida útil de 10 anos fatores operacionais, tais como o número de turnos durante os quais o ativo será usado.

Sendo assim, não há que se falar em utilização da depreciação acelerada, que é prevista na legislação fiscal (art. 323 do Decreto n° 9.580/2018).

Depreciação acelerada


Art. 323. Em relação aos bens móveis, poderão ser adotados, em função do número de horas diárias de operação, os seguintes coeficientes de depreciação acelerada (Lei nº 3.470, de 1958, art. 69):


II – dois turnos de oito horas – um inteiro e cinco décimos; e


III – três turnos de oito horas – dois inteiros.


Destaca-se que segundo o MANUAL FIPECAFI, 2ª Edição (pg. 265):

“A tendência de um número significativo de empresas foi, sempre, simplesmente adoras as taxas admitidas pela legislação fiscal. Essa prática não pode mais ser adotada. Essas taxas devem ser utilizadas apenas para fins de apuração de impostos, e os valores da depreciação controlados em registros auxiliares (…)”

Ainda segundo o MANUAL FIPECAFI, 2ª Edição (pg. 266):

“Vimos anteriormente os critérios básicos da Lei das Sociedades por Ações e os da legislação fiscal. Para fins contábeis, porém, não se devem simplesmente aceitar e adotar as taxas de depreciação fixadas como máximas pela legislação fiscal, ou seja, deve-se fazer uma análise criteriosa dos bens da empresa que formam seu Imobilizado e estimar sua vida útil econômica e seu valor residual, considerando características técnicas, condições gerais de uso e outros fatores que podem influenciar na vida útil. Como consequência, quando determinado bem ou classe de bens tiver vida útil provável diferente da permitida fiscalmente, deve-se adotar a vida útil estimada como base para registro da depreciação da contabilidade, e a diferença entre tal depreciação e a aceita fiscalmente deve ser lançada como ajuste no Livro de Apuração do Lucro Real(…)”

Sendo assim, solicita-se à anulação da questão ou, ainda, a alteração de gabarito para a alternativa E.

GABARITO: B

Outra questão possível de recurso e anulação é a questão 16, bloco II. A questão dizia:

As informações mostradas a seguir foram extraídas de uma nota fiscal emitida por fornecedor a uma companhia industrial que havia adquirido matérias-primas para seu processo produtivo.


– valor das mercadorias: R$ 100.000,00
– imposto sobre produtos industrializados (IPI) destacado: R$ 10.000,00
– alíquota de ICMS: 18%

Se a transação não implicou outros custos, então a companhia industrial deve ter contabilizado:


A) R$ 72.000,00 como entrada no estoque de mercadorias.
B) R$ 18.000,00 como tributos a compensar.
C) R$ 110.000,00 como custo de produção.
D) R$ 21.951,20 como ICMS a compensar.
E) R$ 10.000,00 como despesa de IPI.

RESOLUÇÃO
Segundo o enunciado as seguintes informações foram evidenciadas na nota fiscal de aquisição de matérias- primas por um industrial:


• valor das mercadorias: R$ 100.000,00
• imposto sobre produtos industrializados (IPI) destacado: R$ 10.000,00
• alíquota de ICMS: 18%


Pelas informações acima, considerando o IPI destacado de R$ 10.000, conclui-se que o valor total da Nota Fiscal é de R$ 110.000 (valor das mercadorias adicionado do valor do IPI).


Segundo o item 11 do Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques

O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis junto ao fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. (Alterado pela Revisão CPC 01).


Sendo assim, considerando que a indústria é contribuinte do ICMS e do IPI, o custo de aquisição do estoque será de:


Valor da Nota Fiscal R$ 110.000
( – ) IPI a Recuperar (R$ 10.000)
( – ) ICMS a Recuperar (R$ 18.000)
( = ) Custo de Aquisição R$ 82.000


Com isso, considerando que a aquisição foi realizada com pagamento à vista, no ato da aquisição a entidade realizará o seguinte lançamento:


D – Estoques 82.000 (Ativo Circulante)
D – IPI a Recuperar 10.000 (Ativo Circulante)
D – ICMS a Recuperar 18.000 (Ativo Circulante)
C – Caixa 110.000 (Ativo Circulante)

Conclui-se, portanto, que não há alternativa correta razão pela qual solicitamos a anulação da questão.

GABARITO: A

Próxima questão que cabe recurso é a questão 17, bloco II.

Seu enunciado dizia:

Com relação à consolidação de demonstrações contábeis, julgue os itens a seguir.


I. Trata-se de procedimento obrigatório para todas as sociedades por ações, abertas ou fechadas, e, ainda, para entidades limitadas, quando existirem investimentos em controladas, sem qualquer exceção.


II. É admissível uma defasagem de até sessenta dias entre as datas das demonstrações contábeis das empresas consolidadas e da empresa consolidadora, desde que satisfeitas as demais condições exigíveis.


III. Devem ser excluídos das demonstrações os custos de estoque e os lucros ou prejuízos relativos a resultados ainda não realizados de negócios entre sociedades.


IV. Os resultados relativos ao goodwill decorrente de operações intragrupo devem ser evidenciados na consolidação.

Estão certos apenas os itens


A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.


RESOLUÇÃO


O gabarito preliminar aponta a alternativa C como correta. Conclui-se, portanto, que o CESPE considerou a afirmativa IV está incorreta.


No entanto, o item 26 da INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 09 (R2) dispõe que o goodwill deve ser reclassificado, nas Demonstrações Consolidadas, para o Intangível, conforme destacado abaixo:

No balanço consolidado, o ágio (goodwill) da combinação deve ficar registrado no subgrupo do ativo intangível por se referir à expectativa de rentabilidade futura da controlada adquirida, cujos ativos e passivos estão consolidados nos da controladora. Já no balanço individual da controladora, a parte desse ágio atribuível à controladora deve integrar o saldo contábil do investimento e, portanto, ficar no subgrupo de investimentos do grupo de ativos não circulantes, porque, para a investidora, faz parte do seu investimento na aquisição da controlada, não sendo ativo intangível seu (como dito atrás, essa parte da expectativa de rentabilidade futura – o genuíno intangível – é da controlada). O
processo de reconhecimento de impairment, por outro lado, deve ser aplicado tanto à conta de ágio (goodwill) no balanço consolidado (ver Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos), como à subconta também de ágio (goodwill) no balanço individual.

Com isso, conclui-se pela correção da afirmativa IV.


Consequentemente, solicitamos a alteração do gabarito definitivo para a alternativa E.

Abaixo o gabarito extraoficial dado pelo professor Igor Cintra

Prova de Contabilidade da Sefaz RS resolvida e gabarito extraoficial

Seguem os comentários a respeito da prova de Contabilidade Geral e Avançada do ICMS/RS.

Primeiramente gostaria de agradecer o grande Matheus Kbça pelo envio das fotos das questões.

Infelizmente em algumas questões foi difícil entender alguns dados fornecidos pelo enunciado e até mesmo as alternativas, seja pela qualidade da foto, seja pelas rasuras que o candidato realizou em sua prova.

Enfim, na maioria das questões acredito que consegui absorver fielmente os dados mais importantes dos enunciados 😀

Quem se preparou através de meus materiais certamente não teve grande dificuldade em realizar uma excelente prova.

Antes de comentar as questões convido você a curtir minhas redes sociais!

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Vamos às questões!

01. Se uma entidade adquirir, à vista, ações de sua própria entidade…

COMENTÁRIOS:

A aquisição de ações em tesouraria é um fato modificativo diminutivo, pois diminui a situação líquida patrimonial.

D – Ações em Tesouraria ( ↓ PL)
C – Caixa ( ↓ Ativo Circulante)

No entanto, vamos aguardar o gabarito preliminar, pois o CESPE já considerou correta a seguinte afirmativa “todos os fatos contábeis modificativos e mistos envolvem, ao menos, um lançamento em alguma conta de resultado”.

GABARITO EXTRAOFICIAL: C

02. Na fiscalização de uma sociedade anônima comercial, após seu primeiro ano de funcionamento…

COMENTÁRIOS:

Inicialmente temos que calcular o valor do Patrimônio Líquido.

Capital Social Realizado 1.700
( – ) Prejuízo Acumulado (300)
( = ) Patrimônio Líquido 1.400

Considerando que o Capital de Terceiros é de R$ 600, temos que o Ativo é de R$ 2.000.

Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido
Ativo = R$ 600 + R$ 1.400 = R$ 2.000

Assim, correta a alternativa B.

GABARITO EXTRAOFICIAL: B

03. Em uma compra de mercadorias para a composição dos estoques…

COMENTÁRIOS:

O ICMS incidente sobre aquisições de estoques é lançado na conta ICMS a Recuperar, que é uma conta do Ativo de natureza devedora.

Assim, correta a alternativa B.

GABARITO EXTRAOFICIAL: B

04. Informações a respeito da riqueza econômica gerada…

COMENTÁRIOS:

A Demonstração do Valor Adicionado evidencia o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

Assim, correta a alternativa D.

GABARITO EXTRAOFICIAL: D

05. Ao final do exercício social, uma empresa que utiliza o sistema de inventário periódico…

COMENTÁRIOS:

Podemos calcular o estoque final através da equação abaixo:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

O CMV pode ser calculado pela diferença entre a Receita de Vendas e o Lucro Bruto!

Receita de Vendas 175.000
( – ) CMV (CMV)
( = ) Lucro Bruto 105.000

175.000 – CMV = R$ 105.000
CMV = R$ 70.000

Assim:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final
70.000 = 55.000 + 100.000 – Estoque Final
Estoque Final = R$ 85.000

Com isso, correta a alternativa D.

GABARITO EXTRAOFICIAL:

06. Ao estimar e registrar o valor corrente dos fluxos de caixa…

COMENTÁRIOS:

Segundo o art. 184, III, da Lei n° 6.404/76 “as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.”

Assim, correta a alternativa C.

GABARITO EXTRAOFICIAL: C

07. Se, indevidamente, a contabilidade de uma empresa superestimar seu saldo de estoque…

COMENTÁRIOS:

Se o saldo dos estoques estiver superestimado no inventário final do ano de 20X1 o Custo das Mercadorias Vendidas estará subavaliado, pois:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Sendo assim, o Lucro Bruto, e consequentemente o Lucro Líquido, apurados em 20X1 pela entidade estarão superavaliados.

Assim, correta a alternativa B.

Em relação ao exercício de X2, considerando um estoque inicial superavaliado, conclui-se que o CMV estará superavaliado e o Lucro subavaliado.

GABARITO EXTRAOFICIAL: B

15. Em 2/1/2015, determinada empresa incorporou ao seu imobilizado…

COMENTÁRIOS:

Segundo o enunciado a vida útil do equipamento é de 10 anos. Sendo assim, considerando um valor residual de 10% temos a seguinte Depreciação Anual do item.

Depreciação Anual = (Custo – Valor Residual) / Vida Útil
Depreciação Anual = (120.000 – 12.000) / 10 anos
Depreciação Anual = R$ 10.800

Assim, em 31/12/2017 o item estará contabilizado por R$ 98.400, conforme detalhado abaixo.

Custo 120.000
( – ) Depreciação Acumulada (32.400)
( = ) Valor Contábil 87.600

Com isso, correta a alternativa E.

Pode ser que o CESPE considere em seu gabarito preliminar o coeficiente de depreciação acelerada de 1,5, já que o equipamento será utilizado em dois turnos. No entanto, este não tem sido o posicionamento das bancas atualmente, dado que a administração da entidade ao avaliar a vida útil do item já levou isso em consideração.

Se este for o posicionamento da banca o gabarito preliminar será a alternativa B e entraremos com recurso!

GABARITO EXTRAOFICIAL: E

16. As informações mostradas a seguir foram extraídas de uma nota fiscal…

COMENTÁRIOS:

Como trata-se de industrial tanto o ICMS como o IPI serão tributos recuperáveis e não compreenderão o custo da matéria-prima. Assim:

Valor das Mercadorias R$ 100.000
( – ) ICMS a Recuperar (R$ 18.000)
( = ) Custo de Aquisição R$ 82.000

Não é necessário deduzir o valor do IPI, visto que o valor das mercadorias não compreende o valor do IPI. No caso em tela, por exemplo, o valor da nota fiscal será de R$ 110.000 (valor das mercadorias + IPI). Neste sentido o lançamento contábil será o seguinte:

D – Estoques R$ 82.000 (Ativo Circulante)
D – ICMS a Recuperar R$ 18.000 (Ativo Circulante)
D – IPI a Recuperar R$ 10.000 (Ativo Circulante)
C – Caixa R$ 110.000 (Ativo Circulante)

Confesso que não consegui ler todas as alternativas propostas pela banca, visto que o aluno que me enviou a foto da prova rabiscou todas elas, mas aparentemente não há alternativa correta! 😀

GABARITO EXTRAOFICIAL: não identificável 😀

17. Com relação à consolidação…

COMENTÁRIOS:

I. Incorreta. Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de grupo econômico, em que os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora e de suas controladas são apresentados como se fossem uma única entidade econômica.

II. Verdadeira. A diferença entre a data das demonstrações contábeis da controlada e a das demonstrações consolidadas não deve ser superior a dois meses, e a duração dos períodos das demonstrações contábeis e qualquer diferença entre as datas das demonstrações contábeis devem ser as mesmas de período para período. O Art. 250, §° 4, da Lei n° 6.404/76 diz, também, que as sociedades controladas, cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia, elaborarão, com observância das normas desta Lei, demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo.

III. Verdadeira. Segundo o art. 250, I, da Lei n° 6.404/76 serão excluídas as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo não circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de negócios entre as sociedades.

IV. Verdadeira. No balanço consolidado, o ágio (goodwill) da combinação deve ficar registrado no subgrupo do Ativo Intangível por se referir à expectativa de rentabilidade futura da controlada adquirida, cujos ativos e passivos estão consolidados nos da controladora.

GABARITO EXTRAOFICIAL: E

18. Determinada sociedade anônima adquiriu 90% das ações…

COMENTÁRIOS:

O valor justo dos ativos líquidos da investida (PL calculado a valor justo) deve representar o caixa que seria recebido pela realização (venda) dos ativos e dos passivos. Em outras palavras, o caixa que seria recebido pela venda dos ativos e pelo pagamento dos passivos. Com isso, temos que considerar eventual ganho de capital tributável. Sendo assim, esse caixa deve ser apresentado líquido dos tributos sobre o lucro, como o Imposto de Renda e a CSLL.

A questão em tela menciona que a alíquota de imposto de renda sobre contribuição social sobre o lucro líquido (IR/CSLL) vigente é de 34%. Sendo assim, vamos calcular a mais-valia líquida dos tributos.

Mais Valia = (Valor Justo do PL – Valor COntábil do PL) x 90%O Valor Contábil do PL é dado por:

PL = Ativo – Passivo Exigível
PL = 100.000.000 – 1.980.000 = R$ 8.020.000

Por sua vez, o Valor Justo do PL é dado por:

Valos Justo do PL = Valor Justo do Ativo – Valor Justo do PE
Valor Justo do PL = 13.000.000 – 1.980.000 = R$ 11.020.000

Com isso podemos calcular o valor da Mais Valia (antes de considerada a tributação).

Mais Valia = (Valor Justo do PL – Valor Contábil do PL) x 90%
Mais Valia = (11.020.000 – 8.020.000) x 90% = R$ 2.700.000

No entanto, vimos que temos que desconsiderar eventuais tributos sobre ganhos de capital. Assim:

Mais Valia Líquida = R$ 2.700.000 – (34% x R$ 2.700.00)
Mais Valia Líquida = R$ 1.782.000

Desta forma, ao adquirir 90% das ações de uma companhia, por $ 11 milhões, a entidade realizará o seguinte lançamento contábil:

D – Investimento em Controladas R$ 7.218.000 (ANC Investimentos)
D – Ágio Mais Valia R$ 1.782.000 (ANC Investimentos)
D – Goodwill R$ 2.000.000 (ANC Investimentos)
C – Caixa R$ 11.000.000 (Ativo Circulante)

Com isso, correta a alternativa D.

GABARITO PRELIMINAR: D

19. O imobilizado de certa empresa é composto…

COMENTÁRIOS:

Novamente ficou difícil compreender os dados do enunciado pela qualidade da foto da prova que me enviaram, mas aparentemente temos a seguinte situação no enunciado:

A B
Custo de Aquisição 75.000 250.000
(-) Depreciação Acumulada (37.500) (50.000)
(-) Perda por Desvalorização Acumulada (0) (10.000)
(=) Valor Contábil 37.500 190.000

Ao realizar o teste de recuperabilidade a entidade chegou aos valores.

A B
Valor Justo – Despesas 34.000 205.000
Valor em Uso 36.000 185.000

Assim, percebe-se que há necessidade de reconhecimento de perda por desvalorização para o item A, no valor de R$ 1.500, visto que seu valor recuperável (R$ 36 mil) é inferior ao valor contábil (R$ 37.500).

Além disso, deve reverter perda por desvalorização reconhecida para o item B, considerando que seu valor recuperável (R$ 205.000) aumentou no período em análise e a perda por desvalorização reconhecida anteriormente não mais existe.

Assim, correta a alternativa C.

GABARITO EXTRAOFICIAL: C

20. Determinado clube brasileiro…

COMENTÁRIOS:

Trata-se de ativo intangível, que deve ser mensurado pelo custo incorrido, além de ser amortizado e passar pelo teste de recuperabilidade.

Assim, correta a alternativa D.

GABARITO EXTRAOFICIAL: D

21. Uma indústria vendeu um equipamento industrial usado…

COMENTÁRIOS:

Segundo o enunciado a venda possui um componente de juros de 1% ao mês no valor nominal a ser recebido em seis meses.

Sendo assim, na data da venda a entidade realizará o seguinte lançamento contábil.

D – Títulos a Receber R$ 400.000 (Ativo)
C – Juros a Transcorrer R$ 24.000 (Retificadora do Ativo)
C – Receita de Vendas R$ 376.000 (Resultado)

Com isso, correta a alternativa C.

GABARITO EXTRAOFICIAL: C

22. A contabilidade da produção agropecuária…

COMENTÁRIOS:

Ativo hospedeiro é aquele que dá origem ao produto que será vendido ou transformado, como uma vaca leiteira, touro reprodutor, pé de laranja, pé de café etc.

Assim, correta a alternativa D.

GABARITO EXTRAOFICIAL: D

Pessoal, com isso finalizarmos os comentários às questões de Contabilidade Geral e Avançada. Após os gabaritos preliminares analisaremos as possibilidades de recursos.

A prova ainda contou com sete questões de Análise das Demonstrações Contábeis e oito de Contabilidade de Custos, disciplinas ministradas aqui na Direção Concursos pelo ilustríssimo Prof. Daniel Negreiros!

Abraço e até a próxima!

Prof. Igor Cintra

Confira o gabarito extraoficial das outras disciplinas cobradas na prova do concurso Sefaz RS:

Português

Contabilidade

Raciocínio Lógico e Matemática

Direito Administrativo

Direito Constitucional

Direito Civil

Direito Penal

Direito Empresarial

Tecnologia da Informação (Banco de dados)

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