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Concurso Banco do Brasil: STF defende realização

Maurício Miranda Sá Maurício Miranda Sá comentários
15/10/2019, às 08:21 • 11 meses atrás

O concurso Banco do Brasil virou “lenda” para alguns concurseiros, mas parece que o Supremo Tribunal Federal (STF) que dar uma “sobrevida” ao certame.

No dia 11 de outubro (2019), sexta-feira, o ministro Marco Aurélio negou seguimento à Reclamação RCL 32298, impetrada pelo Banco do Brasil, a qual pedia cassação da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que tratava da necessidade de uma nova seleção, para cargos de nível superior.

Agora, resta ao Banco do Brasil, após revogação da liminar concedida pelo ministro, realizar novo concurso BB, com vistas ao provimento de cargos cuja escolaridade seja de nível superior.

Confira no detalhe

“O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou inviável (negou seguimento) a Reclamação (RCL) 32298, em que o Banco do Brasil pedia a cassação de decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) que determinou a necessidade de realização de concurso público específico para desempenho de profissões de nível superior. Com isso, fica revogada liminar concedida por ele anteriormente que havia suspendido o ato do TRT-10”, confirmou o Supremo.

Entenda o caso

O TRT 10 acolheu Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público do Trabalho, que acusava o desvio de empregados de nível médio, Escriturários, nas funções dos cargos de nível superior do banco.

O tribunal em questão julgou RO (recurso ordinário) e anulou norma interna do Banco d Brasil, que contraria o instituto do concurso público.

A decisão determinou que, agora, somente sejam nomeados empregados, para os cargos de nível superior, aqueles que sejam aprovados em concurso público inerente à respectiva profissão.

No link abaixo você confere a íntegra da decisão

Privatização do Banco do Brasil?

Em maio deste ano (2019), o presidente da República descartou a possibilidade de privatização do Banco do Brasil.

Jair Bolsonaro, mandatário do Executivo Federal, apesar de apoiar a política de privatizações do ministro Paulo Guedes, afirmou:

“Este é um processo [o das privatizações] que tem de ser feito aos poucos, porque a gritaria vai ser grande, mas a gente tem de fazer”.

Último concurso Banco do Brasil

O último edital para o concurso Banco do Brasil foi publicado em 2018, e teve a organização a cargo da banca Cesgranrio.

Segundo o edital, foram 30 vagas para provimento imediato, além do cadastro de reservas.

O cargo ofertado foi para Escriturários, mas muitos candidatos acusaram o órgão de privilegiar conteúdos focados na área de Tecnologia da Informação (TI).

Pagou-se, à época, cerca de R$ 2,7 mil aos empregados nomeados pelo banco, sem contar com diversos benefícios, tais quais:

  • PLR (Participação nos Lucros e Resultados do BB);
  • Vale-transporte;
  • Auxílio-creche;
  • Ajuda Refeição.

Etapas do concurso BB 2018

O concurso Banco do Brasil foi composto por quatro (4) etapas distintas. Confira:

  • avaliação de conhecimentos;
  • prova de redação;
  • aferição da veracidade dos candidatos pretos e pardos;
  • perícia médica.

Disciplinas exigidas no concurso Banco do Brasil

As provas objetivas foram tiveram, sem seu bojo, a cobrança de sete (7) disciplinas, divididas em conhecimentos gerais e conhecimentos específicos, com 70 assertivas ao todo. Vamos a elas:

Conhecimentos Gerais

  • Língua Portuguesa – 5 questões de peso 1,
  • Língua Inglesa – 5 questões de peso 1,
  • Matemática – 5 questões de peso 2; e
  • Atualidades do Mercado Financeiro – 5 questões de peso 1

Conhecimentos Específicos

  • Probabilidade e Estatística – 20 questões com peso 1,5,
  • Conhecimentos Bancários – 5 questões com peso 1,5; e
  • Conhecimentos de Informática – 25 questões de peso 1,5.

Resumo concursos BB

concurso banco do brasil

Maurício Miranda Sá

Jornalista no Direção Concursos e Servidor Público Federal lotado no TSE (Tribunal Federal Eleitoral), estudou Jornalismo, Rádio e TV na UFRN, Publicidade na UNP, Gerenciamento de Projetos pela ESPM e atuou como assessor de comunicação em diversos órgãos e instituições, como o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contras as Secas), Sindifern (Sindicato dos Auditores Fiscais do RN) e, por cinco anos, foi responsável pela divisão de comunicação da empresa Temos Casa e Art Design, produtos que desenvolveu, produziu e dirigiu no Rio Grande do Norte, sendo um complexo de comunicação com programa de TV, programete de Rádio, revista e portal na internet.