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Com déficit, agentes da PCDF não têm condições mínimas de trabalho, diz Sinpol-DF

Victor Gammaro Victor Gammaro comentários
29/05/2019, às 15:02 • 3 anos atrás

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No dia 29 de maio (quarta-feira), o Sindicato de Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) enviou ofício para o governador, Ibaneis Rocha. alertando para as condições de trabalho dos agentes da PCDF. Segundo o documento, os profissionais são “submetidos, diariamente, à falta de condições mínimas de trabalho”.

Segundo informações do Sinpol-DF, o déficit na categoria gira em torno dos 3 mil agentes. Para a organização, a PCDF vive situação perigosa. “O sindicato já denunciou o problema por diversas vezes, mas a situação de risco se agrava. A entidade defende que os plantonistas precisam ser ampliados e a PCDF necessita regulamentar protocolos de ação e efetivo mínimo”.

Vale lembrar que há um pedido de concurso para 1.500 novos agentes PCDF, além de 300 vagas para Escrivão. Ambos os cargos exigem nível superior em qualquer área. Os salários estão na casa dos R$ 9 mil.

Leia tudo sobre o concurso PCDF

O Sinpol-DF também alerta para problemas ocasionados pela falta de pessoal. Em determinados casos, serviços que deveriam durar duas horas levam cerca de 24h para serem resolvidos. Tudo isso pela falta de um sistema eletrônico.

Por fim, o Sinpol-DF alerta que a população pode estar em risco com a falta de agentes. “O déficit e a falta de protocolos de procedimentos de ação e de segurança geram riscos ao agentes. Também arrisca a população que busca atendimento nas delegacias”, completa.

Ao portal Metrópoles, a Polícia Civil se posicionou sobre o assunto. “Há um plano de ação baseado frentes de trabalho que visam fortalecer, em curto e em médio prazo, as demandas”.

Tiroteio alerta Sinpol-DF

No documento emitido, o sindicato exemplificou como a falta de pessoal pode ser perigosa para os policiais civis. Um evento ocorreu durante a madrugada de 27 de maio, na 15ª DP (Ceilândia), o outro foi no Paranoá, como você pode verificar abaixo.

Veja trecho do documento:

Uma ocorrência de roubo de veículos, contudo, colocou a equipe em sérios apuros: após troca de tiros com uma dupla de bandidos, um deles ficou ferido na perna e precisou ser encaminhado ao hospital, onde ficou sob custódia. O segundo criminoso seguiu os ritos comuns de prisão: foi levado à delegacia, depois ao IML e, por fim, à carceragem da PCDF.

No entanto, apenas um policial civil fez a escolta do preso ferido no Hospital de Ceilândia quando, para este serviço, considera-se o mínimo de três agentes.

Outros dois servidores daquela equipe continuaram com as diligências – quando deveriam ter sido, no mínimo, três – e apenas um agente de polícia ficou na delegacia para realizar as demais atividades relacionadas não só a esse flagrante, como o atendimento de todas as situações que chegavam à unidade.

Esses procedimentos dentro da 15ª DP deveriam, em tese, ser executados também por, no mínimo, três agentes. Assim, a segurança das instalações e da população, uma vez que havia um preso sob custódia do flagrante e outros seis presos de outras ocorrências, seria minimamente garantida.

Em 11 de maio, ocorreu situação semelhante com a equipe da 6ª DP, no Paranoá. Após uma ocorrência, dois agentes tiveram que passar a noite fazendo uma escolta hospitalar no Hospital do Paranoá, enquanto os outros dois policiais civis da equipe de plantão ficaram na delegacia durante o resto da noite, até a manhã seguinte.

Para o Sinpol-DF, os episódios trazem à tona, mais uma vez, as deficiências enfrentadas pela PCDF. Também revelam que os números positivos apresentados pela corporação têm custado inúmeros sacrifícios aos policiais.

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Victor Gammaro

Jornalista formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Trabalhou durante dois anos em agência de comunicação, além de experiência de três anos na redação do Correio Braziliense, como repórter da editoria de esportes. Entre outros eventos de relevância, cobriu as Olimpíadas do Rio de Janeiro, Copa do Mundo da Rússia e as Eleições Federais, em 2018. Coordenador de Jornalismo e Operações no Direção Concursos.