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Estudos na fila do banco e em intervalo de audiência: conheça a história do juiz João Paulo Neto

Larissa Lustoza Larissa Lustoza comentários
23/09/2020, às 15:08 • 2 meses atrás

Primeiro juiz na família e segunda da cidade onde cresceu, João Paulo Neto, 28 anos, teve a boa notícia de ter o nome da lista de aprovados no concurso TJ AP para Juiz de Direito.

Formado em 2015 e advogado desde então, o mais recente magistrado dividiu as horas líquidas de estudo em todo local que podia encontrar uma brecha, desde intervalos de audiência a filas de banco.

Recentemente, o Direção Concursos entrevistou João Paulo e ele contou toda a trajetória de concurseiro. Você pode conferir a entrevista na íntegra aqui.

“Me sentia na ponta da linha”, conta João Paulo

“Foi uma luta, achava difícil eu passar”, é assim que João Paulo começa a descrever a jornada. Com o desejo de se tornar juiz, ele encontrou alguns tipos de candidatos.

Havia os que só estudavam, com alguém da família dando todo o suporte. Enquanto também existiam os colegas que já eram servidores públicos e estavam em um meio termo, com estabilidade garantida e carga horária limitada

Me sentia na ponta da linha. Advogando, portanto não tendo carga horária de trabalho definida”, descreve João Paulo. “Achava muito difícil conseguir, mas mantive sempre o foco: magistratura, magistratura, magistratura“.

O foco nos concursos de juiz começaram a dar resultado em 2018, quando ele começou a acumular boas posições nas primeiras fases de concursos de tribunais. Após aproximadamente um ano de estudos, ele passou na primeira fase no concurso de Juiz de Direito do TJ do Paraná.

Desde então, foram mais cinco aprovações em primeiras fases: TJ AC, TJ MS, TJ RJ, TJ AL e TJ PA.

E o sonho de ser juiz vem de muito tempo, desde a adolescência. Original de uma pequena cidade no Ceará, ele presenciou a situação de muitos funcionários comissionados e em funções em confiança ficarem aflitos a cada mudança de prefeito.

“Desde da minha adolescência, eu tinha uma pretensão de que eu não queria aquilo para minha vida. Eu queria um cargo público que me desse estabilidade, que eu pudesse exercer minha função com independência”, contou.

Para isso, ele teve que se mudar para Mossoró, no Rio Grande Norte, para poder realizar os estudos de Direito na universidade pública.

Então, enfrentou mais uma dificuldade: os livros eram caros e também precisavam de uma constante atualização. Por exemplo, durante a formação, João Paulo passou pela instalação do novo Código de Processo Civil.

Por isso, ele começou a utilizar material emprestado da biblioteca, correndo o risco de estudar, às vezes, um conteúdo desatualizado. Também pediu muito material aos colegas, para tirar xérox.

A situação só mudou quando ele começou a estagiar e teve melhores condições para comprar os próprios livros.

Rotina de estudos: fila do banco, intervalo de audiência e mais

Por ter uma rotina instável por conta da advocacia, João Paulo estruturou a quantidade de horas por semana. A meta era de 30 a 35 horas semanais.

Eu procurava estudar em todos os momentos úteis possíveis.”, explicou. “Para aproveitar todos os momentos úteis, o que eu fazia: andava com o meu material. Se eu estava no fórum, no corredor esperando uma audiência, eu ficava reservado no meu canto, estudando”.

Não era somente no fórum que ele aproveitava os momentos para estudar. Em uma eventual fila, estava estudando. Intervalo de audiência, estudando.

O foco nos estudos foi na lei seca e na realização de exercícios. Ele realizava uma conjugação de exercícios diários e fazia simulados nos moldes da magistratura.

Confira mais sobre a rotina de estudos no trecho abaixo:

Revisões dos estudos no mesmo material

Para revisar, João Paulo usava a técnica de utilizar o mesmo material para estudar e revisar.

“Quando eu terminava de ler o meu material de doutrina, de Direito Administrativo, assim que eu terminava, imediatamente, eu fazia uma segunda leitura somente dos grifos“, explica.

Já para a lei seca, ele elaborou uma tabela, onde grifava quantas vezes havia lido os artigos e, ali, balanceava. Confira mais:

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Concurso TJ AP: um novo concurso para servidores é aguardado para 2020. Os estudos já foram iniciados.

Concurso TJ RS: o Ibade fez a melhor proposta pelo certame. O concurso será para a classe PJ-H, que pode nomear até 300 candidatos. Saiba tudo sobre o concurso TJ RS.

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Larissa Lustoza

Graduada em Jornalismo, já foi estagiária na área de Assessoria de Comunicação na Secretaria de Cultura do Distrito Federal, repórter por um ano no projeto de extensão da faculdade e estagiária no jornal online Metrópoles. Além disso, possui habilitação em design gráfico e em Lei de Acesso à Informação.