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Entidades repudiam fala do ministro Paulo Guedes

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10/02/2020, às 09:34 • 6 meses atrás

Na última sexta-feira (07/02), o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez uma comparação que reverberou em muitas críticas de diversos setores da sociedade brasileira.

Segundo Guedes, o servidor público virou um “parasita” e o Estado o “hospedeiro”:

“O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação. Tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, e o cara virou um parasita. O dinheiro não chega ao povo, e ele quer aumento automático. Não dá mais”, disse o ministro na ocasião.

A fala aconteceu em um encontro promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de janeiro, e repercutiu, negativamente, em setores que defendem a classe, além de outras entidades.

Veja algumas das declarações feitas por diversas entidades:

A UNAFISCO cita o assédio moral contínuo praticado pelo ministro:

A UNAFISCO NACIONAL – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal – repudia veementemente as declarações do Sr. Paulo Guedes, Ministro da Economia, que comparou os servidores públicos a parasitas.

Se partilhássemos da descompostura do Ministro, poderíamos compará-lo a um serviçal do mercado, que promove a falência do Estado em detrimento do povo brasileiro. Falta não só elegância ao ministro Guedes, como patriotismo.

A Unafisco rechaça com toda veemência e indignação tal classificação rasa e generalizada, porque os auditores fiscais da Receita Federal exercem com orgulho e lisura suas atribuições sempre buscando a justiça fiscal e a proteção da economia nacional, seja na fiscalização e arrecadação dos tributos internos, seja na fiscalização do fluxo de nosso comércio internacional e de nossas fronteiras.

O assédio institucional que vem sendo praticado pelo Sr. Paulo Guedes em relação aos servidores públicos já ultrapassa os limites legais e merece reação à altura.

A ABRAT – Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas – pede, judicialmente, esclarecimentos sobre o pronunciamento de Guedes, e cita a essencialidade dos servidores públicos para as atividades do Estado:

[…]

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência e com fundamentos na lei de acesso à informação combinada com os princípios constitucionais:

  • a) Que Vossa Excelência nomine os Servidores Públicos, TODOS, que estão sugando o estado brasileiro sem que contribuam com a contrapartida do trabalho que lhes foram designados;
  • b) que Vossa Excelência, demonstre a aludida inutilidade dos servidores públicos concursados para os cargos que desempenham;
  • c) que Vossa Excelência comprove as medidas adotadas pelo Estado Brasileiro em relação aos “usurpadores”de dinheiro público, sempre respeitado o contraditório e ampla defesa, para que sejam extirpadas por completo essa inanição em relação ao crescimento econômico, com base em fundamentos, objetivos e princípios constitucionais;
  • d) que Vossa Excelência, com a mesma coragem e dureza que publicamente se referiu genericamente aos Servidores, possa propor o afastamento dos cargos, daqueles que identificadamente não contribuem com a democracia, com a liberdade e com a dignidade insertas na Constituição Federal da República Federativa do Estado Brasileiro.

Os requerimentos acima relatados baseiam-se em normas constitucionais insertas na carta Constituinte.

Aguarda-se, assim, o respeito a solicitação, com o cumprimento dos deveres funcionais e sem tergiversação, recalcitrância ou mesmo omissão, condutas que seriam muito mais condizentes com uma ocupação parasitária do caro de Ministro do que o cumprimento dos princípios da administração pública expressos no artigo 37 da Constituição Federal.

Neste termos

[…]

O SISEJUFE – Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio – cita desrespeito e desconhecimento por parte do ministro Paulo Guedes:

A direção do Sisejufe repudia veementemente a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou funcionários públicos a “parasitas” ao comentar as reformas administrativas pretendidas pelo governo Bolsonaro.

Guedes criticou o reajuste anual dos salários dos servidores que, segundo ele, já têm como privilégio a estabilidade no emprego e “aposentadoria generosa”.

Quando diz: “O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, o ministro, além de fazer um comentário desrespeitoso, incompatível ao cargo, demonstra má-fé e desconhecimento quanto à realidade do funcionalismo público.

Para que existisse o “aumento automático”, a Constituição deveria ser respeitada pelo Governo, com a previsão de uma data-base. O que não acontece atualmente. Hoje, para um servidor ter reajuste de salário precisa ter um Projeto de Lei que passe no Congresso e seja sancionado.

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