
Os concurseiros que passam por provas da banca organizadora Fundação Getulio Vargas (FGV), devem esperar questões extensas e com maior dificuldade nos conhecimentos de língua portuguesa em comparação as demais bancas. Neste artigo, acompanhe dicas de como se preparar para provas FGV.
Meu nome é Erick Alves, professor velho conhecido aqui do Direção. Neste artigo, te ajudo a entender as principais características da banca e analisar como suas provas são estruturadas. Confira também dicas de como se preparar da melhor forma!
A banca FGV foi definida será responsável pelas etapas de prova do Concurso Nacional Unificado (CNU), realizado em 2025. Vale lembrar que o cronograma do certame prevê que o contrato com a banca será assinado em 16 de junho de 2025.
Recentemente, a Fundação também elaborou as provas do concurso Ministério Público da União (MPU), que divulgou hoje (9/6) os resultados preliminares da prova objetiva.
Como são as provas da FGV?
Entender as características da banca FGV é crucial para a aprovação, pois ela tem um estilo único de elaboração de provas, com exigências específicas que podem ser um desafio a mais para os candidatos. Confira quais:
Questões complexas e interpretativas
Uma das características mais marcantes da FGV é o estilo de cobrança, que é frequentemente considerado mais difícil do que o de outras bancas. Isso se deve à complexidade das questões e à extensão dos enunciados, que exigem não apenas conhecimento técnico, mas também uma leitura atenta e crítica.
A FGV adora elaborar questões grandes, com situações hipotéticas, o que pode causar um desafio no tempo de prova. Isso acontece porque, ao enfrentar questões longas, o candidato tende a demorar mais na leitura do enunciado, perdendo tempo precioso que poderia ser usado para resolver outras questões. Portanto, é essencial que o candidato tenha um bom controle de tempo durante a prova.
Além disso, a FGV utiliza muito interpretação de texto. As questões geralmente exigem que o candidato compreenda e interprete informações, muitas vezes apresentadas de maneira indireta. Isso significa que o concurseiro precisa ter habilidade de leitura e raciocínio lógico apurados.
Interpretação e Argumentação nas questões de português
O português da FGV é um dos maiores desafios para quem se prepara para seus concursos. Diferente de outras bancas, a FGV cobra um português mais interpretativo, com questões que exigem análise crítica e fundamentação lógica.
Não basta apenas saber a gramática; o candidato precisa entender o contexto, interpretar as entrelinhas e argumentar com base nas informações fornecidas.
Essa abordagem é um reflexo do estilo da banca: ao invés de ser puramente técnico e direto, ela exige que o candidato apresente uma visão crítica e bem fundamentada sobre o conteúdo.
Portanto, quem se prepara para a FGV deve focar em desenvolver não só o conhecimento técnico, mas também a capacidade de argumentação e interpretação.
A prova discursiva
A prova discursiva organizada pela FGV é bastante exigente. Em concursos de grande porte, as peças técnicas ou redações discursivas são avaliadas com rigor e a banca exige não apenas uma boa estrutura de texto, mas também argumentação consistente.
A peça técnica no concurso do Tribunal de Contas da União (TCU), por exemplo, exige que o candidato simule a redação de um parecer técnico sobre um caso concreto. Essa habilidade de redação técnica, com embasamento jurídico e lógico, é fundamental para a aprovação.
Nesse sentido, a FGV cobra uma formatação e uma organização do pensamento que envolvem não apenas o domínio do conteúdo, mas também a capacidade de transmitir essa informação de forma clara e precisa.
Conteúdo diversificado e abrangente
Outro ponto que caracteriza a FGV é a diversificação dos conteúdos cobrados. Ao elaborar seus exames, a banca não se limita a questões teóricas puras; ela adora inserir situações hipotéticas, questões práticas e até mesmo temas transversais que exigem que o candidato aplique o conhecimento técnico a cenários específicos.
Em concursos como o CNU 2025, a FGV é conhecida por exigir políticas públicas, direitos fundamentais, ética e administração pública. Ao mesmo tempo, em áreas mais técnicas, como TI e auditoria, a banca exige que o candidato tenha uma capacidade analítica e prática, aplicando o conteúdo teórico em situações do cotidiano do órgão público.
Como estudar para provas da FGV?
Embora a Fundação tenha um estilo mais difícil, ela é mais previsível. Isso se deve ao fato de a banca ter um grande banco de questões, o que permite aos candidatos estudar com mais eficiência e entender o tipo de questão que pode ser cobrada
Por isso, o ideal é treinar com questões anteriores para se familiarizar com o estilo de enunciados e cobranças da FGV.A banca ainda costuma manter uma linha de continuidade entre edições passadas, o que facilita a preparação para aqueles que estudam de forma estratégica.
Ao analisar provas anteriores, o candidato pode perceber padrões e se antecipar em relação ao conteúdo a ser exigido.
O concurseiro experiente sabe que não pode deixar de lado a preparação para provas de português. No CNU, não é diferente!
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Resumo
- Situação: edital previsto para julho de 2025
- Banca: FGV
- Vagas: 3.652
- Cargos: diversos
- Escolaridade: níveis médio e superior
- Salários iniciais: até R$ 17.890,55
- Últimos editais
- Bloco 1 – Infraestrutura, Exatas e Engenharias
- Bloco 2 – Tecnologia, Dados, e Informação
- Bloco 3 – Ambiental, Agrário e Biológicas
- Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor
- Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
- Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação
- Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública
- Bloco 8 – Nível Intermediário
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