Olá, pessoal!A seguir apresento o meu gabarito comentado da prova de Língua Portuguesa do TJ MA, para os cargos de Técnico Judiciário, Analista Judiciário e Oficial de Justiça. Estou na torcida pelo sucesso de vocês! Contem comigo! Professor José Maria – Instagram: @professorjosemaria. PROVA DE TÉCNICO JUDICIÁRIOAtenção: Para responder às questões de números 1 a 6, considere o texto a seguir. Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos? Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20. Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados. Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capazes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele. (Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com) 1. O texto tem como tema central: (A) os avanços da linguagem cinematográfica ocorridos atéhoje e, em especial, nos próximos 20 anos. (B) as novidades do cinema que vêm alterando a maneira comoo público tem interagido com os filmes atuais. (C) as técnicas tradicionais do cinema entre os séculos 19 e20 em comparação com as do cinema de hoje. (D) as transformações que estão ocorrendo e que aindaocorrerão no cinema em virtude das inovações tecnológicas. (E) os tipos de assuntos e experiências de vida que serãodiscutidos nos filmes a serem desenvolvidos no futuro.Gabarito: Letra DLetra A – ERRADA – Note que o texto não faz menção às técnicas do passado, e sim enfatiza o cenário atual e futuro das produções cinematográficas.Letra B – ERRADA – O texto não fala apenas do presente, mas principalmente do futuro.Letra C – ERRADA – O texto não faz menção às técnicas do passado.Letra D – CERTA – De fato! O foco do texto se concentra nas inovações tecnológicas já presentes hoje – câmeras 360, por exemplo – e nas que ainda ocorrerão – histórias em tempo real, por exemplo.Letra E – ERRADA – O texto não foca nos assuntos, e sim nas técnicas utilizadas.2. De acordo com Chris Milk, diferente de hoje, os filmes do futuro (A) permitirão ao público vivenciar experiênciasindividualizadas, de acordo com as preferências de cada um. (B) darão aos espectadores a chance de se aprofundar no universocriativo do autor, acessando os bastidores da produção. (C) serão produções mais baratas, o que possibilitará a cadacidadão comum custear seu próprio filme. (D) terão uma linguagem produzida por meio de programas decomputadores, que tornarão obsoleta a figura do cineasta. (E) deixarão de ser tratados como obras ficcionais ouartísticas, pois serão uma reprodução fiel da rotina dos espectadores.Gabarito: Letra AA redação da letra A é referendada na seguinte passagem dotexto: “De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, osfilmes do futuro oferecerão experiênciasimersivas sob medida. Eles serão capazes de “criar uma história em temporeal que é só para você, que satisfaçaexclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele.”3. No 2o parágrafo, a informação introduzida pelo travessão corresponde a (A) uma síntese das consequências da revolução ocorrida nocinema recentemente. (B) uma explicação das técnicas da maior parte das produçõescinematográficas atuais. (C) uma exemplificação das tecnologias que terão impactosobre o futuro dos filmes. (D) um apanhado das produções cinematográficas que sedestacaram por serem inovadoras.(E) uma ressalva sobre os aspectos positivos dos avançostécnicos da linguagem do cinema.Gabarito: Letra COs travessões estão isolando uma enumeração, que apresenta exemplosde tecnologias em rápido desenvolvimento que estão revolucionando a produçãocinematográfica.4. O pronome “Eles”, em destaque no 3o parágrafo, faz referência aos (A) artistas individualistas do futuro. (B) filmes da atualidade. (C) espectadores do futuro. (D) diretores hoje renomados. (E) filmes do futuro.Gabarito: Letra EQuestão relativamente tranquila, resolvida com a simplesleitura do seguinte trecho:De acordo com o guruda realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles [filmes do futuro] serão capazesde “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaçaexclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele. 5. Quanto à concordância, o segmento do texto reescrito corretamente está em: (A) Como são possíveis diferenciar as históriascinematográficas do futuro das experiências disponíveis hoje? (B) Um potencial incrível para o futuro dos filmes éoferecido por tecnologias em rápido desenvolvimento. (C) Análogos aos anos experimentais dos filmes no final doséculo 19 e início do 20 é o momento atual do cinema. (D) No futuro será possível que se criem uma história emtempo real só para o espectador. (E) Experiências imersivas sob medida é o que parecem aptasa oferecer os filmes do futuro.Gabarito: Letra BLetra A – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “é possível”, para que haja concordância com o sujeito oracional “diferenciar as histórias cinematográficas…”.Letra B – CERTA – A forma “é oferecido” concorda com o núcleo do sujeito “potencial”.Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma masculina singular “Análogo”, para que haja concordância com o substantivo “momento”.Letra D – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “se crie”, para que haja concordância com o sujeito paciente “uma história em tempo real…”. Note a presença do “se” apassivador, ladeado do verbo “criar”, que pede objeto direto.Letra E – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “parece apto”, para que haja concordância com o pronome demonstrativo “o” (=aquilo) antecedente do pronome relativo. Dito de outra forma: “Experiências imersivas sob medida éAQUILO que PARECE APTO a oferecer… ”.6. No contexto, substitui corretamente o elemento sublinhado o que se encontra entre colchetes em: (A) (3o parágrafo) … como as histórias cinematográficas dofuturo diferem dasexperiências… [se opõem às] (B) (1o parágrafo) … o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos… [semelhante à](C) (1o parágrafo) … que capturam vistas de todos os ângulos… [à partirde] (D) (3o parágrafo) … uma história em tempo real que é só para você… [à qual] (E) (3o parágrafo) Como serão os filmes daqui a 20 anos? [à decorrerem]Gabarito: Letra ALetra A – CERTA – O verbo “diferir” está relacionado “ser diferente”. A tradução por “se opõe às” não preserva o sentido original, mas mantém a correção gramatical. A redação com a alteração proposta, dessa forma, mantém a correção gramatical, conforme solicita o item.No entanto, julgo que a banca poderia ter sido mais explícita ao cobrar do candidato apenas a avaliação da correção gramatical.A presença de “No contexto” no enunciado facilmente pode criar a impressão de que se busca uma reescrita correta que mantenha o sentido original. Letra B – ERRADA – É errado o emprego do acento indicador de crase antes masculino plural.Letra C – ERRADA – É errado o emprego do acento indicador de crase antes da forma verbal “partir”.Letra D – ERRADA – É errado o emprego do acento indicador de crase na forma “à qual”, haja vista que não ocorrem Letra E – ERRADA – É errado o emprego do acento indicador de crase antes da forma verbal “decorrerem”.Atenção: Para responder às questões de números 7 a 10, considere o texto a seguir. Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos, que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras. E que, por isso, é preciso tentar afiná-las pouco a pouco, até que desapareçam totalmente. Isso está ocorrendo, sem dúvida, e essa é uma das boas coisas da globalização, embora haja também algumas ruins, como o aumento, até extremos vertiginosos, da desigualdade econômica entre as pessoas.Mas é verdade que a língua primeira, aquela em que você aprende a dar nome à família e às coisas deste mundo, é uma verdadeira pátria, que depois, com a correria da vida moderna, às vezes vai se perdendo, confundindo-se com outras. E isso é provavelmente a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar, essa maré humana que cresce a cada dia, à medida que se amplia o abismo entre os países prósperos e os miseráveis, a de aprender a viver em outra língua, isto é, em outra maneira de entender o mundo e expressar a experiência, as crenças, as pequenas e grandes circunstâncias da vida cotidiana. (Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. O regresso à Grécia.Disponível em: https://brasil.elpais.com)7. Predomina no texto a função (A) apelativa, pois o autor visa a persuadir o leitor aposicionar-se contra os imigrantes. (B) expressiva, pois o autor expõe uma visão subjetiva de umdeterminado assunto. (C) referencial, pois o autor usa dados objetivos paratratar de um tema com impessoalidade.(D) fática, pois o autor enfoca um assunto banal, com afinalidade única de iniciar uma conversa. (E) metalinguística, pois o autor fala dos detalhes queprejudicaram a publicação de seu texto.Gabarito: Letra BTrata-se de um texto subjetivo, em que o autor expõe suavisão particular acerca do assunto, o que caracteriza a função expressiva dalinguagem.8. Para o autor, a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar é provavelmente (A) a constante saudade da terra natal, que dificulta onecessário aprendizado de uma nova língua para se viver em um novo país. (B) a indiferença das autoridades públicas, que seconcentram em construir fronteiras com o intuito de proteger a população local.(C) a necessidade de se adaptarem a uma cultura estrangeira,comunicando-se em um idioma diferente de sua língua nativa. (D) a resistência do outro em dividir com eles seu espaço, oque inclui emprego e acesso aos serviços públicos. (E) o medo de serem enviados de volta para o lugar de ondesaíram, por não haver lá liberdade de expressão.Gabarito: Letra CA redação da letra C é referendada no seguinte trecho dotexto: “E isso é provavelmente a prova mais difícil que os imigrantes têm deenfrentar, …, a de aprender a viver em outra língua”.9. Um fragmento do texto está adequadamente analisado na seguinte alternativa: (A) … é preciso tentar afiná-las pouco a pouco, até quedesapareçam totalmente. (1o parágrafo) / A forma pronominal -las retomatextualmente estúpidas guerras. (B) … essa maré humana que cresce a cada dia… (2oparágrafo) / A expressão maré humana é empregada para sereferir aos imigrantes de maneira pejorativa. (C) Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhorque podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. (1o parágrafo) / Ovocábulo e é empregado com sentido equivalente a “porém”, evidenciandoque a última oração contraria o afirmado anteriormente. (D) … embora haja também algumas ruins… (1o parágrafo) /A forma verbal haja está empregada no mesmo modo verbal que “existe”. (E) Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos,que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras. (1oparágrafo) / A forma verbal pensei está subentendida em duasorações que compõem esse trecho.Gabarito: Letra ELetra A – ERRADA – A forma pronominal “-las” faz menção a “fronteiras”.Letra B – ERRADA – Não se trata de uma menção pejorativa (de desprezo). A expressão “maré humana” quer destacar a quantidade expressiva de pessoas na situação de imigrantes.Letra C – ERRADA – Não há uma oposição introduzida pela conjunção “e”. Ao contrário, há um reforço daquilo afirmado no período anterior.Letra D – ERRADA – A forma “haja” está no modo Subjuntivo, ao passo que “existe” está no Indicativo.Letra E – CERTA – De fato! Reescrevendo o trecho, é possível verificar essa forma verbal subentendida: Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. [Sempre pensei] Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos, [sempre pensei]que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras.10. O vocábulo Mas, destacado ao início do 2o parágrafo, evidencia o contraste entre as seguintes ideias: (A) a desigualdade econômica entre os indivíduos; a luta pordireitos iguais entre compatriotas. (B) as vantagens de não ter de deixar a terra natal; asdesvantagens de desconhecer uma língua estrangeira. (C) as causas dos preconceitos e das guerras; asconsequências das inimizades entre os povos.(D) a dificuldade de ter de abandonar a pátria; a facilidadeem ser acolhido por um povo cordial. (E) a importância de conhecer outros idiomas e culturas; anecessidade de preservar o idioma e a cultura nativos.Gabarito: Letra EA conjunção “Mas” conecta os seguintes trechos: “Semprepensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a umapessoa, e continuo pensando assim.” e “Mas é verdade que a língua primeira,aquela em que você aprende a dar nome à família e às coisas deste mundo, é umaverdadeira pátria”.No primeiro, a expressão “cidadão do mundo” evidencia a necessidade de se estar integrado a outros povos e culturas. Já no segundo trecho, a expressão “uma verdadeira pátria” enfatiza a necessidade de valorização do idioma e da cultura locais.PROVA DE ANALISTA JUDICIÁRIO E OFICIAL DE JUSTIÇAAtenção: Pararesponder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo. [Os nomes e os lugares]É sempre perigoso usar termos geográficos no discurso histórico. É preciso ter muita cautela, pois a cartografia dá um ar de espúria objetividade a termos que, com frequência, talvez geralmente, pertencem à política, ao reino dos programas, mais que à realidade. Historiadores e diplomatas sabem com que frequência a ideologia e a política se fazem passar por fatos. Rios, representados nos mapas por linhas claras, são transformados não apenas em fronteiras entre países, mas fronteiras “naturais”. Demarcações linguísticas justificam fronteiras estatais. A própria escolha dos nomes nos mapas costuma criar para os cartógrafos a necessidade de tomar decisões políticas. Como devem chamar lugares ou características geográficas que já têm vários nomes, ou aqueles cujos nomes foram mudados oficialmente? Se for oferecida uma lista alternativa, que nomes são indicados como principais? Se os nomes mudaram, por quanto tempo devem os nomes antigos ser lembrados? (HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 109)01. Segundo a convicção do historiador Eric Hobsbawm, a denominação utilizada na geografia (A) expõe-se na cartografia de modo a espelhar tão somente arealidade física do elemento identificado. (B) traz consigo o risco de se tomar como nome objetivo umaidentificação política ou ideológica. (C) atende ao papel da natureza assumida como critério parauma localização histórica incontestável. (D) tem a vantagem de se tornar uma referência histórica eespacial de caráter permanente.(E) relativiza a importância dos fatos históricos na medidaem que ocorre como simples descrição.Gabarito: Letra BA redação da letra B é referendada na seguinte passagem dotexto: “… a cartografia dá um ar de espúria objetividade a termos que, comfrequência, talvez geralmente, pertencem à política, ao reino dos programas,mais que à realidade”.02. As decisões políticas que cabem aos cartógrafos impõem-se quando (A) um acidente geográfico passa a apresentar novasconfigurações físicas. (B) razões de caráter estético interferem no processo denomeação. (C) a nomeação que lhes cabe identificará um posicionamentoem face da história. (D) sua carreira científica acaba sendo influenciada porrazões eleitorais. (E) as escolhas técnicas encontram um ponto de equilíbrioimune às pressões sociais.Gabarito: Letra CO segundo parágrafo valida a afirmação da letra C. Umexemplo de imposição de uma decisão política tomada pelo cartógrafo ocorrequando ele precisa identificar lugares que tiveram nome alterado oficialmente.Levantam-se, nessas situações, questionamentos acerca de qual nome adotar, porquanto tempo aceitar o nome antigo, o que requer do profissional uma decisão deordem política.03. Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do primeiro parágrafo do texto em: (A) um ar de espúria objetividade = um aspecto de pretensaverdade (B) reino dos programas = domínio das ciências (C) se fazem passar por fatos = subestimam a potência do queé real (D) sabem com que frequência = conhecem o quanto é raro (E) demarcações linguísticas = atribulações da linguagemGabarito: Letra A Letra A – CERTA – Os adjetivos “espúria” e “pretensa” se aproximam do sentido associado a algo hipotético, não real. Além disso, a objetividade está ligada aos fatos, à verdade, e não a uma versão subjetiva.Letra B – ERRADA – O termo “programas” está associado a propostas políticas, e não a ciências.Letra C – ERRADA – A expressão “se fazem passar” está relacionada a disfarce, diferentemente do sentido de “subestimar”, associado a “desvalorizar”.Letra D – ERRADA – Contextualmente, não são raras as vezes que ideologia e política se fazem passar por fatos.Letra E – ERRADA – O termo “demarcações” está associado a limites, diferentemente de “atribulações”, associado a confusão, tumulto.04. Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto: (A) Postula o autor do texto de que a cartografia seja capazde revelar equívocos à medida em que se nomeiam os seus objetos. (B) Por conta de razões históricas acabam por nomear-seacidentes que deveriam ser adstritos à simples geografia dos mesmos. (C) O fato de haver nomes simultâneos para os mesmoselementos cartográficos indicam por vezes a precariedade destas nomeações. (D) É no decorrer da história aonde se verificam quão poucosobjetivos são os critérios que se adotam nos princípios da cartografia. (E) Em vários momentos da história, os cartógrafos sentem opeso de uma decisão política na hora de nomear os componentes de um mapa. Gabarito: Letra ELetra A – ERRADA – O verbo “postular” é transitivo direto, o que torna equivocada a presença da preposição “de” em “de que a cartografia…”. Além disso, a forma correta é “à medida que”. Não existe “à medida em que”.Letra B – ERRADA – Deve-se empregar vírgula após “históricas”, para isolar o trecho adverbial causal deslocado da ordem direta “Por conta de razões históricas”. Além disso, não se deve utilizar “mesmo” como pronome substantivo.Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “indica”, para que haja concordância com o núcleo do sujeito “fato”. Além disso, deveria ser empregada a forma anafórica “dessas”, para fazer menção a termo já citado “nomes”.Letra D – ERRADA – Está errado o emprego da forma “aonde”, pois esta é empregada para se referir somente à ideia de lugar, o que não é o caso.Letra E – CERTA5. Ao se flexionar na voz passiva, a forma verbal atende às normas de concordância na frase:(A) Ao se revelar no mapa, os nomes cartográficossobrepõem-se por vezes à conformação natural daquilo que designa. (B) Por mais que se determine os critérios de nomeaçãoadotados pelos cartógrafos, nunca eles alcançarão uma plena objetividade. (C) No momento em que são adotados pelo cartógrafo idôneo, ocritério linguístico se mostra adequado na confecção dos mapas. (D) Na medida em que se submetam a algum critério objetivo,as denominações de um mapa podem fazer muito sentido. (E) Como deixar de se reconhecerem nas nomeações dos mapas ainfluência determinante de razões políticas e ideológicas?Gabarito: Letra DLetra A – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Ao se revelarem”, para que haja concordância com “os nomes geográficos”.Letra B – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Por mais que se determinem…”, para que haja concordância com “os critérios de nomeação…”.Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “é adotado”, para que haja concordância com “o critério linguístico…”.Letra D – CERTA – A forma passiva “se submetam” concorda com “as denominações de um mapa”.Letra E – ERRADA – Deve-se empregar a forma singular “se reconhecer”, para que haja concordância com “a influência determinante…”.06. É inteiramente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: (A) O acesso a quese tem aos elementos de um mapa leva-nos a estranhar os nomes que os atribuem os cartógrafos. (B) A cautela deque se reveste um historiador, diante das denominações de um mapa,justifica-se pelos critérios políticos que asinfluenciaram. (C) A estranheza decuja somos possuídos quando comparamos as denominações de um mapa estána multiplicidade de critérios que àelas se impõem. (D) Há nos mapas limites geográficos dados enquanto naturais, quando defato o que lhes determina éuma posição política. (E) É nos tempos remotos em cujos se estabeleceram as denominações de um mapa que sepode encontrar uma justificativa para osmesmos.Gabarito: Letra BLetra A – ERRADA – Deve-se empregar somente o relativo “que”. Reconstruindo a oração, teremos: …se tem acesso aos elementos… (= … acesso que se tem aos elementos…). Além disso, deve-se empregar o pronome “lhes” para substituir o objeto indireto de “atribuir” (os nomes que lhes atribuem os cartógrafos = os nomes que os cartógrafos atribuem a eles).Letra B – CERTA – Está correto o emprego da forma “de que”. Trata-se da união do relativo “que”, que retoma “cautela”, com a preposição “de”, requerida pela regência da forma verbal “se reveste” (se reveste de algo). Está correto também o emprego do pronome “as” para substituir o objeto direto de “influenciar”.Letra C – ERRADA – Está incorreto o emprego do relativo “cujo” não estando entre dois substantivos. Além disso, não há crase antes do pronome pessoal “elas”.Letra D – ERRADA – Seria mais adequado o emprego do conector “como”. Além disso, deve-se empregar o pronome “os” para substituir o objeto direto de “determinar”.Letra E – ERRADA – Está incorreto o emprego do relativo “cujo” não estando entre dois substantivos. Além disso, não se deve empregar “mesmo” como pronome substantivo.Atenção: Pararesponder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto abaixo. [A harmonia natural em Rousseau]A civilização foi vista por Jean-Jacques Rousseau (1713-1784) como responsável pela degeneração das exigências morais mais profundas da natureza humana e sua substituição pela cultura intelectual. A uniformidade artificial de comportamento, imposta pela sociedade às pessoas, leva-as a ignorar os deveres humanos e as necessidades naturais. A vida do homem primitivo, ao contrário, seria feliz porque ele sabe viver de acordo com suas necessidades inatas. Ele é amplamente autossuficiente porque constrói sua existência no isolamento das florestas, satisfaz as necessidades de alimentação e sexo sem maiores dificuldades e não é atingido pela angústia diante da doença e da morte. As necessidades impostas pelo sentimento de autopreservação – presente em todos os momentos da vida primitiva e que impele o homem selvagem a ações agressivas – são contrabalançadas pelo inato sentimento que o impede de fazer mal aos outros desnecessariamente. Desde suas origens, o homem natural, segundo Rousseau, é dotado de livre arbítrio e sentido de perfeição, mas o desenvolvimento pleno desses sentimentos só ocorre quando estabelecidas as primeiras comunidades locais, baseadas sobretudo no grupo familiar. Nesse período da evolução, o homem vive a idade do ouro, a meio caminho entre a brutalidade das etapas anteriores e a corrupção das sociedades civilizadas. (Encarte, sem indicação de autoria, a Jean-Jacques Rousseau– Os Pensadores. Capítulo 34. São Paulo: Abril, 1973, p. 473)07. Expõe-se no primeiro parágrafo do texto um aspecto importante do pensamento de Jean-Jacques Rousseau, qual seja, o de que (A) os benefícios do processo civilizatório já demonstraramque podem conviver harmoniosamente com a satisfação dos impulsos naturais. (B) a cultura intelectualizada, embora atenda plenamente asexigências da vida natural, acaba por interferir na formação do caráter humano.(C) numa sociedade mais evoluída torna-se fatal certauniformização dos comportamentos, o que ocorre também com as mais primitivas. (D) as exigências morais de uma sociedade passam a seratendidas quando esta impõe seus valores civilizados aos cidadãos maisresponsáveis. (E) o processo civilizatório implica um tipo deartificialismo que uniformiza os valores de comportamento e degrada a naturezahumana.Gabarito: Letra EA redação da letra E está referendada no seguinte trecho: “A uniformidade artificial de comportamento, imposta pela sociedade às pessoas, leva-as a ignorar os deveres humanos e as necessidades naturais”.08. No segundo parágrafo, o homem primitivo é caracterizado de modo a constituir (A) um exemplo de vida feliz, em virtude da harmonização como meio, da satisfação das necessidades básicas e do espírito sereno diante damortalidade. (B) uma criatura mais feliz que o homem civilizado, emboracompartilhe com este a mesma índole selvagem que leva a gratuitas violências. (C) um parâmetro de conduta moral de alta elevação, emvirtude do domínio das angústias que o afligem no momento da escolha devalores. (D) um caso de felicidade conquistada no exercício constantede valores naturais, não se deixando afetar pelos modos aristocráticos que oassediam. (E) um caso em que a autopreservação pessoal não hesita emcontrariar as normas instituídas pela comunidade na qual se sente deslocado.Gabarito: Letra AA redação da letra A é referendada no seguinte trecho: “A vida do homem primitivo, ao contrário, seria feliz porque ele sabe viver de acordo com suas necessidades inatas. Ele é amplamente autossuficiente porque constrói sua existência no isolamento das florestas, satisfaz as necessidades de alimentação e sexo sem maiores dificuldades e não é atingido pela angústia diante da doença e da morte.”09. Deduz-se da leitura do terceiro parágrafo que (A) há uma oposição clara e irrecorrível entre o estágio davida primitiva e o da vida civilizada.(B) a idade do ouro é identificada como uma etapatransitória entre tipos de sociedade. (C) o livre arbítrio, fragilizado nas sociedadescivilizadas, tem muita expressão nas primitivas.(D) a corrupção das sociedades civilizadas acaba sendo umreflexo dos maus hábitos primitivos. (E) ocorre uma clara incompatibilidade, no período daevolução humana, entre primitivos e civilizados.Gabarito: Letra BNote que houve um período de transição entre a brutalidade dasociedade primitiva e a corrupção das sociedades civilizadas. É esse o períodoque se denomina por “idade de ouro”.A letra A está errada, pois o parágrafo enfatiza o períodode transição, a chamada idade de ouro.A letra C está errada, pois, segundo o texto, desde suasorigens, o homem é dotado de livre arbítrio.A letra D está errada, pois não há essa relação decausalidade apresentada.A letra E está errada, pois, por um período, houve umatransição entre as duas sociedades.10. A vida do homem primitivo seria mais feliz que a dos civilizados porque ele sabe viver de acordo com suas necessidades inatas. Uma nova redação da frase acima, em que se respeitem sua clareza, seu sentido básico e sua correção, poderá ser: (A) Apesar de nutrir sentimentos inatos, a vida dos homensprimitivos, comparativamente a dos civilizados, torna-se mais feliz. (B) As necessidades primitivas do homem tornam-lhe maisfeliz que a dos civilizados quando passam a atender suas forças inatas. (C) Tendo por parâmetro o atendimento às necessidadesnaturais, o homem primitivo desfruta de uma condição de felicidade superior àdo civilizado. (D) Para atender a suas necessidades primitivas, o homemnatural tem uma vida sobre a qual agrega mais sentimentos de felicidade que osdemais. (E) Os civilizados não levam uma vida proporcionalmente maisfeliz que os primitivos pelo fato de não terem atendido as necessidades quedispõe para viver.Gabarito: Letra CLetra A – ERRADA – A relação de concessão trazida por “Apesar de” altera o sentido básico do trecho original.Letra B – ERRADA – A relação de tempo trazida por “quando” altera o sentido básico do trecho original. Além disso, está incorreto o emprego do pronome “lhe”, para substituir o objeto direto de “tornar”. Letra C – CERTA Letra D – ERRADA – A relação de finalidade trazida por “Para” altera o sentido básico do trecho original.Letra E – ERRADA – Há um erro de construção em “que dispõe para viver”. Deveria ser empregada a forma “de que dispõem para viver”.