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Gabarito TCU extraoficial: questões de Auditoria comentadas

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Jetro Coutinho13/03/2022

13/03/2022

Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar a prova de Auditoria Governamental do TCU.

Achei a prova muito boa! Bem difícil, mas boa. Os erros das alternativas estavam nos detalhes. Segue breve comentário sobre as questões.

76- Nos trabalhos de auditoria, é necessária a definição de critérios, que consistem em referências para avaliar o objeto auditado. Tais referências para avaliar o objeto auditado. Tais referências são previamente determinadas pelo auditor.

No contexto das entidades públicas, conforme a ISSAI 100, a definição desses critérios:

a) Adota leis e regulamentos como fontes primárias

b) Deve considerar a relevância para a parte responsável

c) Deve ser baseada nos objetivos e no tipo de auditoria

d) Deve ser estável quando se tratar de um mesmo objeto

e) é invariável quando se trata de auditoria de conformidade

Comentários:

Questão baseada na aula sobre ISSAI 100. Nível da questão: fácil.

a – incorreta. Não há divisão entre fontes primárias e secundárias, por exemplos.

B – Incorreta. A relevância é para o usuário previsto.

C – Correto (aula 02, página 17). Item 27 da ISSAI 100

D – Incorreto. Pode-se avaliar o mesmo objeto por diversas óticas (conformidade, operacional, financeira). O mesmo objeto pode ser avaliado por diferentes critérios.

E – Incorreto. O critério é invariável na auditoria financeira (estrutura do relatório financeiro e marco regulatório). Na auditoria de conformidade, podemos ter uma multiplicidade de critérios (leis, normas, regulamentos, políticas, códigos, etc)

GABARITO PRELIMINAR: C

77- O tribunal de Contas da União adotou de forma adaptada algumas ferramentas de auditoria utilizadas pelo U.S Government Accoutability Office (US. GAO), a exemplo da matriz de planejamento, que é uma ferramenta importante na definição do escopo de auditoria.

Na situação hipotética de um trabalho de auditoria que tem por objeto a concessão de auxílio financeiro emergencial a pessoas que perderam renda em decorrência de uma epidemia que atingiu o pais e afetou a economia, a matriz de planejamento:

a) por prudência, não deve se apoiar no julgamento profissional da equipe de auditoria;

b) por se tratar de um cenário emergencial, deve ser elaborada após a realização de um painel de referência;

c) deve ajudar a identificar os principais riscos envolvidos no programa de concessão do auxílio;

d) deve reduzir as questões de auditoria em decorrência do volume de beneficiários do auxílio emergencial;

e) deve considerar elementos de conhecimento prévio sobre o objeto auditado.

Comentários:

Questão baseada na aula sobre planejamento de auditoria. Nível da questão: intermediário.

A – incorreta. Ao contrário, em uma situação emergencial, aí é que os auditores devem se apoiar no julgamento profissional.

B – incorreta. Em um cenário emergencial, não há tempo para realizar um painel de referencia.

C – correta (aula 03, páginas 16 e 17). Em minha visão, este é o gabarito. Em uma situação emergencial, o governo precisará agir. nesta situação, o auditor pode ajudar a identificar os principais riscos do programa e alertar o governo para que tais riscos sejam evitados.

D – incorreta. O número de questões de auditoria não tem a ver com o volume de beneficiários do auxílio, mas, sim, com como o programa está estruturado.

E – incorreta. Em situações normais, esta alternativa seria o gabarito. Mas como a questão fala em situação emergencial, estou entendendo que é uma situação inédita. Neste caso, não haveria conhecimento prévio sobre o objeto, já que o auxílio financeiro emergencial está sendo implementado agora, em resposta à epidemia. Não me surpreenderia se o gabarito viesse E, mas ainda acredito mais na alternativa C, dado o contexto da questão.

GABARITO: C

78 -Durante um trabalho de auditoria, um dos procedimentos previstos na matriz de planejamento era um teste de conformidade (para controle de qualidade) e, uma população finita superior a 500 elementos. Para que a população testada fosse aprovada, foi definido como critério que a proporção máxima de erros admitidos seria de 3%. Foi considerado ainda um nível de confiança de 95% e que a amostra conteria no máximo um único erro.

Considere ainda a tabela a seguir que contém índices calculados de confiabilidade para quantidades previstas de erros e níveis de confiança.

αQuantidade prevista de erros na amostra
012
0,994,606,61
0,953,004,756,30
0,902,303,895,33

A partir dos dados apresentados e para cumprir os critérios previamente definidos, o tamanho da amostra para o teste na população indicada deve ser de:

a) 150;

b) 158;

c) 167;

d) 220;

e) 475.

Comentários:

Questão mais difícil da prova! Nem tanto pela cobrança, mas porque você precisava lembrar de uma fórmula de um documento de 2002 do TCU (documento amostragem em auditoria).

A questão cobra a fórmula para calcular tamanho da amostra em populações finitas e maiores que 500 (página 75 do referido documento).

A fórmula é a seguinte:

n = C/p, onde:

n = tamanho da amostra

C = Índice de confiabilidade

p = proporção máxima de erros admitidos.

O “n” é o que queremos saber. O “p” a questão nos deu (3%). Falta encontrarmos o índice de confiabilidade que pode ser obtido pela tabela.

A questão nos informou que o nível de confiança é 95% e que a amostra conteria no máximo 1 único erro. Portanto, identificamos a linha 0,95 (correspondente a 95%), e a coluna 1 (de apenas 1 erro). Assim, identificamos o índice de confiabilidade de 4,75.

Agora, é só substituir na fórmula!

n = C/P

n = 4,75/0,03 = 158.3333

Assim, o tamanho da amostra será 158

GABARITO: B

79- A materialidade está entre os principais norteadores da elaboração e divulgação de prestação de contas no âmbito da Administração Pública Federal. Trata-se de um aspecto utilizado para determinar a importância relativa de uma distorção ou irregularidade, nível a partir do qual estas são consideradas relevantes.

Nos termos da Instrução Normativa TCU n° 84/2020, para fins de autuação de processo de tomada de contas, é necessário avaliar o nível de materialidade.

Considere os dados do quadro a seguir relativos à execução orçamentária hipotética de uma autarquia federal no exercício financeiro de 2021.

Tipo de DespesaValores (em milhões de reais)
Despesa fixadaR$ 300,00
Despesa empenhadaR$ 286,00
Despesa liquidadaR$ 261,00

O limite mínimo para que um conjunto de irregularidades detectadas na autarquia no referido exercício seja considerado materialmente relevante, para fins de autuação de processo de tomada de contas, é, em milhões de reais, de:

a) R$ 2,30;

b) R$ 2,70;

c) R$ 2,77;

d) R$ 2,80;

e) R$ 5,72.

Comentários:

Questão baseada na aula sobre IN 84/2020 (aula 08, página 26). Nível da questão: intermediário.

Por ser uma autarquia federal, o anexo II da IN 84/2020 determina que o limite de materialidade seja baseado na despesa empenhada.

Além disso, como o orçamento é de 286 milhões, ele está acima de 100 milhões. Portanto, a regra de materialidade é: 2,3milhões mais 0,25% do que ultrapassar 100 milhões.

Assim, a materialidade será:

M = 2.300.000 + 0,25% (286.000.000 – 100.000.000)

M = 2.300.000 + 0,25% (186.000.000)

M = 2.300.00 + 465.000

M = 2.765.000

Desprezando os milhões: 2,765

Arredondando: 2,77

GABARITO: C

80-Uma equipe de Auditoria foi estabelecida para realizar um trabalho de asseguração sobre as demonstrações contábeis de uma instituição pública referentes a 31/12/2021:

Em relação às características e aos procedimentos para determinação de materialidade, é correto afirmar que:

a) A determinação da materialidade pela equipe de auditoria deve seguir parâmetros objetivos estabelecidos de acordo com os requisitos do relatório financeiro aplicável;

b) Caso a equipe identifique que, no contexto da auditoria, existem fatores de risco significativos e a estrutura de controle correspondente é ineficaz, deve diminuir o nível da materialidade;

c) A materialidade de execução é definida para que seja diminuída a probabilidade de que as distorções detectadas e não corrigidas, em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações financeiras;

d) A determinação do Limite para Acumulação de Distorções (LAD) pela equipe de auditoria indica o valor a partir do qual as distorções identificadas não serão acumuladas, porque, individualmente ou em conjunto, não são relevantes para as demonstrações financeiras;

e) A equipe de auditoria deve definir, no plano de auditoria, a materialidade de planejamento para as demonstrações financeiras como um todo, a fim de reduzir a um nível adequadamente baixo a probabilidade de que distorções não corrigidas ou não detectadas, em conjunto, excedam esse valor.

Comentários:

Questão baseada na aula sobre Manual de Auditoria Financeira. Nível da questão: difícil.

A – Incorreta. A determinação da materialidade é questão de julgamento profissional do auditor (parâmetro subjetivo, portanto)

B – Correta (aula 11, página 16). Se os fatores de risco são altos, temos risco inerente alto. Se o controle é ineficaz, o risco de controle é alto. Com risco inerente alto e risco de controle alto, o auditor precisa reduzir o risco de detecção, reduzindo a materialidade.

C – Incorreta. .. de que as distorções NÂO DETECTADAS…

D – Incorreta. Abaixo do LAD, auditor não acumula as distorções. A partir do LAD, o auditor acumula, sim.

E – Incorreta. A materialidade é definida na estratégia global.

GABARITO: B

81- No desenvolvimento de um trabalho de asseguração sobre as demonstrações contábeis de uma instituição pública, a equipe realizou o processo de identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante do contexto auditado.

Em relação ao processo de avaliação e resposta aos riscos de distorção relevante, é correto afirmar que:

a) O risco de auditoria é estabelecido em função dos risco inerente, do risco de controle e do risco de detecção:

b) O risco de auditoria, por guardar relação com o risco do objeto que está sendo auditado, não está sob o controle da equipe de auditoria.

c) Caso a equipe de auditoria, na avaliação de um risco, conclua que o controle interno é muito forte, o risco de controle poderá ser estabelecido como 100%.

e) Caso julgue que no contexto avaliado os controle são fortes, os procedimentos de auditoria a serem realizados devem forcar na aplicação de testes de controle, em detrimentos dos testes substantivos;

d) Caso a avaliação da equipe de auditoria sobre um risco específico indique baixa magnitude do risco, deve ser aumentada a extensão dos testes substantivos a serem aplicados, de forma a garantir a asseguração pretendida.

Comentários:

Questão baseada na aula sobre Manual de Auditoria Financeira (aula 11). Nível da questão: intermediário.

a) Correta (Aula 11, página 16) . Questão meramente conceitual.

b) Incorreta. O que não está sob o controle do auditor é o RDR. O RA é influenciado pelo auditor com base no RD.

c) Incorreta. Se o controle interno é forte, o RC vai ser próximo de 0 (e não de 100%)

d) Incorreta. Se os controles são fortes, o auditor pode se concentrar nos testes substantivos.

e) Incorreta. Se o risco é baixo, o audito deve fazer MENOS testes.

GABARITO: A

82 – A Instrução Normativa n° 84/2020 do Tribunal de Contas da União (TCU) estabelece papéis e responsabilidades aos diversos atores envolvidos no processo de tomada e prestação de contas dos administradores e responsáveis da administração pública federal, para fins de julgamento pelo TCU.

Esses papéis e responsabilidade estão corretamente descritos na seguinte opção:

a) A Unidade Prestadora de Contas deve organizar e apresentar ao TCU a prestação de contas de uma ou mais Unidades Apresentadoras de Contas (UAC), conforme diretrizes a serem apresentadas pelo próprio Tribunal;

b) Anualmente, de forma ordinária, o TCU abrirá processo de tomada de contas das Unidades Prestadoras de Contas significativas do BGU, contemplando a prestação de contas referente ao exercício financeiro, os documentos e os resultados dos trabalhos realizados para a emissão de opinião em processo de certificação para as UPC;

c) Na auditoria do Grupo BGU, o TCU pode utilizar trabalhos de outros auditores em componentes do BGU para obter evidências apropriadas e suficientes para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras de todo o governo foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro e marco regulatório aplicável;

d) Os órgãos integrantes de controle interno dos poderes. Por atuarem como auditoria internas das Unidades Prestadora de Conta (UPC) em que exercem suas funções, não têm a isenção necessária para a emissão dos certificados de auditoria sobre as prestações de contas para fins de julgamento pelo TCU;

e) A Mesa Diretora do Congresso Nacional, representando a instituição responsável pelo julgamento das contas consolidadas de governo, prestadas anualmente pelo presidente da República, estabelece a materialidade global dos trabalhos direcionados à certificação das Unidades de Contas significativas do Balanço Geral da União (BGU), de forma a indicar a extensão dos esforços de auditoria.

Comentários:

Questão baseada na aula sobre IN 84/2020. Nível da questão: intermediário.

a) Incorreta. Quem apresenta as contas ao TCU é a Unidade Apresentadora de Contas.

b) Incorreta. A tomada de contas é um processo extraordinário

c) Correta. (página 31 da aula 08 do curso de aud gov e também aula 11, página 27). Esta é a definição de auditoria do grupo BGU do anexo I da IN 84. Também vimos isso na aula sobre Manual de Auditoria Financeira.

e) Incorreta. É atribuição de tais órgãos emitirem o certificado.

d) Incorreta. A materialidade é definida pelo auditor. No caso das contas do PR, o próprio TCU determina.

GABARITO: C

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Jetro Coutinho

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