
Prezados Alunos,
Foi divulgado o gabarito preliminar do concurso do TCU.
Proponho recurso em apenas 1(uma) questão.
A seguir minha sugestão de redação para esse pedido de revisão do gabarito preliminar.
É muito importante que você não o copie e cole simplesmente. Por favor, tome por base minha argumentação e redija um texto com suas próprias palavras, tudo bem?
Grande abraço e sucesso!
José Maria
Professor José Maria
– Instagram: @professorjosemaria
– Telegram: t.me/professorjosemaria
– Youtube: /professorjosemaria
Questão 07 – Prova Tipo 1 – Branca
Muitas vezes, quando raciocinamos, cometemos erros, as chamadas falácias argumentativas, que podem ser produzidas a partir de premissas ou proposições falsas, conclusões inadequadas ou falhas lógicas.
Em todos os textos abaixo ocorrem falácias; o texto em que essa falácia está identificada de forma INCORRETA é:
(A) “Não há dúvida de que os mais jovens não respeitam, atualmente, os mais velhos como deveriam; hoje mesmo observei um grupo de rapazes e moças que empurravam pessoas de mais idade para que pudessem entrar antes na sala de projeção” / trata-se de uma generalização exagerada, pois se fundamenta em um só caso de experiência pessoal;
(B) “Esta semana o presidente da empresa recebeu ataques que o acusavam de mau administrador e corrupto; na verdade, porém, esses ataques partiam daqueles que foram derrotados na assembleia de acionistas e não se haviam conformado com a derrota” / trata-se da tentativa de evitar a discussão central da acusação, desviando o foco para as
pessoas responsáveis pelos ataques;
(C) “Os restaurantes nas pequenas cidades turísticas estão passando grandes dificuldades, pois o número de clientes
diminuiu bastante, o preço dos alimentos subiu exageradamente, os salários dos funcionários recebem aumentos constantes… em poucas palavras: ou as prefeituras desses locais criam mecanismos de ajuda ou os
estabelecimentos fecham as portas” / trata-se de um raciocínio que só enxerga soluções extremadas, sem
considerar possibilidades intermediárias;
(D) “Segundo as notícias, mais de três quartos da população daquele país passa fome; mas, como esse mal ainda não
atinge a população como um todo, não devemos classificar o país como pobre” / trata-se de uma conclusão inadequada, pois não se segue às premissas ou proposições de que parte;
(E) “O funcionário Ricardo é o melhor candidato a chefe de seção porque de todos os que se apresentaram para a votação é claramente o mais adequado” / trata-se de algo que ocorre quando, no curso de uma argumentação, se dá algo por certo, sem necessidade de demonstração
Gabarito Preliminar: E
Sugestão de Recurso:
Leiamos o texto da letra E, apontada como gabarito da questão:
“O funcionário Ricardo é o melhor candidato a chefe de seção porque de todos os que se apresentaram para a votação é claramente o mais adequado”
Resumidamente, o texto afirma que o candidato é melhor porque é o mais adequado, um raciocínio circular, que não justifica o juízo de valor. Em outras palavras, assume-se uma verdade e nada se faz para demonstrar sua validade. Dessa forma, entendo que a descrição apresentada para a falácia argumentativa seja válida – trata-se de algo que ocorre quando, no curso de uma argumentação, se dá algo por certo, sem necessidade de demonstração.
Agora leiamos o texto da letra D:
Segundo as notícias, mais de três quartos da população daquele país passa fome; mas, como esse mal ainda não
atinge a população como um todo, não devemos classificar o país como pobre.
Ao se julgar a adequação ou inadequação de uma conclusão, devemos levar em consideração as premissas assumidas. Se a conclusão for decorrência das premissas, ela será adequada; senão, a conclusão será inadequada.
Pode ocorrer de as premissas serem falsas, mas a conclusão ser adequada. Como assim? Julgamos as premissas de acordo com a realidade; e a conclusão, de acordo com as premissas. Podemos, assim, partir de uma premissa falsa e chegar a uma conclusão válida, adequada.
Analisando o trecho, temos duas premissas – a primeira é a de que mais de três quartos daquele país passa fome; a segunda é a de que um país é considerado pobre se toda a sua população passar fome. Foi com base nessas duas premissas que se chegou à conclusão de que o país não pode ser considerado pobre.
Ora, claramente a segunda premissa é falsa: a fome não precisar atingir a todos para que seja atestada a situação de país pobre.
Temos, assim, o caso descrito de premissa falsa que leva a uma conclusão válida, adequada.
O problema não está na conclusão, como afirma o item. Esta é decorrência lógica das premissas.
O problema está na premissa.
Dessa forma, a descrição da falácia – “trata-se de uma conclusão inadequada, pois não se segue às premissas ou proposições de que parte” – não é correta. A conclusão decorre sim das premissas.
Isso posto, solicito a mudança de gabarito para letra D.