
No mesmo dia em que o ex-ministro de Justiça anunciou a demissão, um deputado federal propôs uma PEC para instaurar autonomia à Polícia Federal. o deputado Celso Sabino (PSDB-PA) entrou com a proposta que dará autonomia financeira, funcional e administrativa da Polícia Federal.
Em coletiva nesta manhã, o ministro Sério Moro havia alegado que a decisão de sair do ministério era por interferência política do presidente na Polícia Federal.

O deputado Celso Sabino foi autor de alguns projetos de leis direcionado para o período da pandemia do coronavírus, como a autorização da telemedicina veterinária e de fisioterapeuta. Além disso, ele foi autor de um projeto de lei que determinava o uso do câmbio de 2019 para cálculo de importações.
Em pronunciamento, Bolsonaro nega interferência
Em resposta às alegações, em coletiva no mesmo dia, o presidente Bolsonaro negou que tentasse interferir nas investigações realizadas pela Polícia Federal. Inclusive, reforçou que era impossível intrometer nas operações da instituição.
“Não existe possibilidade de interferência na Polícia Federal. Sua própria estrutura e seus profissionais garantem sua autonomia”, declarou.
Ministro Sérgio Moro pediu demissão pela manhã
Na manhã desta sexta-feira (24/4), o ministro Sérgio Moro realizou uma coletiva de imprensa a qual anunciou o pedido de demissão. A decisão veio logo após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.
Na coletiva, o ministro relembrou a carreira na corrupção, especialmente a atuação na operação Lava-Jato. Moro esclareceu que aceitou a posição de Ministro da Justiça somente se tivesse garantia de que teria autonomia das decisões relacionadas à área de segurança.
Por isso, o ponto ápice foi a queda do diretor-geral, Valeixo. “Por que trocar? O problema não é quem entra, é por qual motivo entra. É uma opção política na escolha do comando da PF. Bolsonaro quer colher relatórios da inteligência. Isso não é papel da entidade”, disse.
A cobertura completa da coletiva de imprensa pela manhã, você encontra aqui.
Categoria critica ingerência política na PF
A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal repudiaram, em nota, a atitude de troca de Diretor-Geral.
Segundo o comunicado, estas medidas – junto com as especulações de interferência política – “prejudicam a estabilidade da Polícia Federal”. Além disso, declararam que “o problema não reside nos nomes de quem está na direção ou de quem vai ocupá-la. Mas sim, na absoluta falta de previsibilidade na gestão e institucionalidade das trocas no comando”.
Clique aqui para ler a nota na íntegra.
E o concurso PF?
A Polícia Federal deve ter ainda um concurso em 2020. Um cronograma vazou nas redes sociais em que mostrava a intenção de realizar um novo certame, com datas previstas para primeiro semestre deste ano.
A autorização do concurso estava previsto para ser publicado ainda em maio. Já a publicação do edital ocorreria em novembro. Ao todo, seriam mil vagas ofertadas. A divisão de vagas por cargo era a seguinte:
- Agente de Polícia Federal – 540 vagas;
- Papiloscopista – 60 vagas;
- Delegado – 100 vagas; e
- Escrivão – 300 vagas
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