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Presidente da Cesgranrio comenta erros do CNU 2024 e projeta futuro do concurso unificado

Organização da terceira edição é de interesse da banca

Por

Natália Pires
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Imagem - Presidente da Cesgranrio comenta erros do CNU 2024 e projeta futuro do concurso unificado

Em entrevista exclusiva ao Direção Concursos, Jairo Henrique Pereira, presidente da Fundação Cesgranrio, detalhou os desafios logísticos, os problemas enfrentados e os aprendizados da banca na organização do Concurso Nacional Unificado (CNU 2024).

Idealizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), o CNU representou um marco e um enorme desafio operacional. Jairo, que ainda não estava à frente da Cesgranrio durante a execução da primeira edição, reconheceu que houve falhas que impactaram os candidatos.

“Aconteceram erros, mas esses erros já diminuíram com o CNU 2 e acredito que, no CNU 3, serão ainda mais minorados”, afirmou.

Desafios em escala inédita

O presidente destacou a magnitude do projeto como principal obstáculo. “O CNU foi o maior concurso da história do país e trouxe diversos desafios, não apenas para a Cesgranrio, mas também para o Ministério”, disse. Ele comparou a operação a outros grandes certames, como o do Banco do Brasil, que, embora gigantesco, já conta com uma expertise consolidada da banca.

No caso do CNU, a novidade do modelo e as exigências específicas do MGI criaram um cenário complexo e sem precedentes. Jairo relatou um trabalho intenso e integrado com o Ministério, citando, por exemplo, a homologação do certame: “O pessoal da Cesgranrio ficou da noite até o início da madrugada atualizando a lista para enviar ao MGI, que também estava trabalhando de madrugada para publicar no Diário Oficial”.

Reconhecimento e evolução

Apesar das dificuldades, o presidente fez questão de ressaltar o empenho da equipe e o reconhecimento do governo. “O próprio MGI deu um prêmio para a gente pela iniciativa, pelo reconhecimento do trabalho”, contou. Para ele, o CNU foi um “grande processo de aprendizado” que coloca a banca em um ciclo de evolução contínua.

Questionado sobre a perda da organização do CNU 2 para a Fundação Getulio Vargas (FGV), Jairo negou que os problemas da primeira edição tenham sido determinantes. “Não, eu realmente acho que não. Houve uma dispensa, uma questão financeira, uma disputa em que a FGV ganhou dentro das regras, de forma republicana, mereceu a vitória”, enfatizou.

E o futuro do CNU?

Sobre a próxima edição, Jairo Henrique adiantou que o CNU 3 não será realizado em 2026. Segundo ele, a continuidade do modelo dependerá das diretrizes do próximo governo. “Ele só deve ocorrer, acredito, em caso de manutenção do governo ou, se outro governo entrar, conforme as diretrizes que adotar”, ponderou.

Jairo encerrou com uma mensagem de confiança na capacidade de entrega da Cesgranrio em futuras edições, caso a banca volte a ser escolhida: “Estou muito esperançoso de que, no CNU 3, se a Cesgranrio for selecionada, a gente consiga entregar um trabalho de qualidade, como entregamos no concurso do Banco do Brasil”.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

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Panorama do CNU 2024

A primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) ofertou 6.640 vagas de níveis médio e superior de formação para 21 órgãos e entidades do Executivo Federal.

As oportunidades estão distribuídas em 8 blocos temáticos, segmentados conforme mostrado abaixo:

  • Bloco 1 – Infraestrutura, Exatas e Engenharias: 727 vagas;
  • Bloco 2 – Tecnologia, Dados, e Informação: 597 vagas;
  • Bloco 3 – Ambiental, Agrário e Biológicas: 530 vagas;
  • Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor: 971 vagas;
  • Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos: 1.016 vagas;
  • Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação: 359 vagas;
  • Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública: 1.748 vagas;
  • Bloco 8 – Nível Intermediário: 692 vagas.

Os aprovados no certame receberão salários iniciais que variam entre R$ 5.866,69 (Técnico do IBGE) e R$ 22.921,71 (Auditor Fiscal do Trabalho).

As avaliações foram aplicadas no dia 18 de agosto, em 228 municípios e mais de 2,1 milhões de candidatos se inscreveram.

CNU 2025

Organizado pela Fundação Getúlio Vargas, o CNU 2025 oferta 3.652 vagas para 32 órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, para cargos de níveis médio e superior de formação.

Veja a distribuição por bloco temático:

  • Bloco 1 – Seguridade Social: Saúde, Assistência Social e Previdência: 789 vagas
  • Bloco 2 – Cultura e Educação: 130 vagas
  • Bloco 3 – Ciências, Dados e Tecnologia: 212 vagas
  • Bloco 4 – Engenharias e Arquitetura: 306 vagas
  • Bloco 5 – Administração: 1.171 vagas
  • Bloco 6 – Desenvolvimento Socioeconômico: 286 vagas
  • Bloco 7 – Justiça e Defesa: 250 vagas
  • Bloco 8 – Intermediário – Saúde: 168 vagas
  • Bloco 9 – Intermediário – Regulação: 340 vagas

Os aprovados receberão salários iniciais de até R$ 17.726,42.

As avaliações objetivas foram aplicadas no dia 5 de outubro, com a seguinte estrutura:

  • Provas de nível superior
    • 90 questões de múltipla escolha com 5 alternativas (30 de conhecimentos gerais e 60 de específicos)
    • Das 13h às 18h (5h de duração)
  • Provas de nível médio
    • 68 questões de múltipla escolha (20 de conhecimentos gerais e 48 de específicos)
    • Das 13h às 16h30 (3h30 de duração)

Já as provas discursivas, foram realizadas no dia 7 de dezembro, da seguinte forma:

  • Nível superior
    • 2 questões discursivas
    • Das 13h às 16h
  • Nível médio
    • 1 redação dissertativa-argumentativa
    • Das 13h às 15h

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Resumo do CNU 2025

  • Banca: FGV
  • Vagas: 3.652
  • Cargos: diversos
  • Escolaridade: níveis médio e superior
  • Salários iniciais: até R$ 17.726,42
  • Inscrições: 2/7 até 20/7
  • Taxa de inscrição: R$ 70,00
  • Provas:
    • Prova objetiva: 5/10
    • Prova discursiva: 7/12
  • Edital

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Natália Pires

Natália Pires

Formada em Jornalismo pelo UniCEUB. Com experiência na área esportiva pelo DF Esportes, no setor de rádio pela Agência do Rádio, e em redação pela CNI, agora integra o time de redação do Direção Concursos.