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CNU: candidato com câncer e gestantes temem perder vaga; entenda!

Curso de formação é a última etapa do certame e tem caráter eliminatório

Por

Natália Pires
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Os cursos de formação do Concurso Nacional Unificado (CNU) estão em andamento, porém, candidato com leucemia e gestantes com parto previsto para o mesmo período do CF temem perder suas vagas!

O G1 ouviu cinco gestantes ou puérperas e um paciente oncológico que enfrentam dificuldades para concluir o curso de formação presencial obrigatório do CNU, última etapa do certame. Três delas foram aprovadas para o cargo de auditoras fiscais do trabalho, assim como o candidato diagnosticado com leucemia linfóide aguda, enquanto as outras duas gestantes foram aprovadas para o cargo de analista técnico de políticas sociais.

Os editais não preveem flexibilização para casos como parto ou doenças graves, o que tem levado os candidatos a tomar medidas extremas. Algumas gestantes optaram por antecipar ou adiar o parto para não perder aulas ou provas, enquanto um paciente com leucemia, que recentemente passou por um transplante de medula, foi obrigado a viajar para cumprir as exigências presenciais, agravando seu estado de saúde.

Apesar da situação delicada, o Cebraspe e a Enap, instituições responsáveis pelos cursos, afirmaram ao G1 que estão seguindo rigorosamente as regras dos editais, sem previsão de adaptações. Três gestantes conseguiram liminares judiciais para assistir a aulas gravadas após o parto, mas os órgãos resistem, argumentando que flexibilizar as regras seria conceder “tratamento privilegiado”.

Entre os principais problemas apontados estão a exigência de presença física mesmo em condições de risco, como pós-parto ou imunossupressão, e a falta de garantia de uma segunda chamada para quem faltar por motivos médicos. Enquanto isso, médicos alertam que obrigar puérperas a retornar às aulas poucos dias após o parto configura violência obstétrica institucional, e pacientes em tratamento de câncer correm riscos de saúde ao serem submetidos a deslocamentos e estresse desnecessários.

Diante da falta de respostas das instituições, candidatos têm recorrido à Justiça. A Defensoria Pública da União (DPU) ingressou com uma ação civil pública pedindo aulas remotas, abono de faltas e provas em datas alternativas para gestantes, puérperas, lactantes e pessoas com doenças graves. A decisão ainda aguarda julgamento.

Panorama do CNU

A primeira edição do Concurso Nacional Unificado ofertou 6.640 vagas de níveis médio e superior de formação para 21 órgãos e entidades do Executivo Federal.

As oportunidades estão distribuídas em 8 blocos temáticos, segmentados conforme mostrado abaixo:

  • Bloco 1 – Infraestrutura, Exatas e Engenharias: 727 vagas;
  • Bloco 2 – Tecnologia, Dados, e Informação: 597 vagas;
  • Bloco 3 – Ambiental, Agrário e Biológicas: 530 vagas;
  • Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor: 971 vagas;
  • Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos: 1.016 vagas;
  • Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação: 359 vagas;
  • Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública: 1.748 vagas;
  • Bloco 8 – Nível Intermediário: 692 vagas.

Os aprovados no certame receberão salários iniciais que variam entre R$ 5.866,69 (Técnico do IBGE) e R$ 22.921,71 (Auditor Fiscal do Trabalho).

As avaliações foram aplicadas no dia 18 de agosto, em 228 municípios e mais de 2,1 milhões de candidatos se inscreveram.

Novo CNU em 2025

A nova edição do Concurso Nacional Unificado já foi confirmada para 2025, a previsão é de que o edital seja publicado no mês de junho.

Na última quarta-feira (23/4), a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, informou que o termo de referência para a escolha de banca está pronto e deve ser divulgado ainda nesta semana.

O documento reúne informações importantes do concurso, como vagas, cargos, órgãos participantes, estrutura das provas e cronograma, que deve ter as inscrições iniciadas em julho.

A nova edição deve contar com a participação de Agências que ficaram de fora do primeiro CNU, como a Agência Nacional de Cinema (Ancine) e Agência Nacional de Petróleo (ANP). Também há possibilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aderir ao certame.

Sabe-se que estarão presentes as seguintes carreiras:

  • Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD)
  • Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico (ATDS)
  • Carreiras civis no âmbito das FFAA
  • Carreiras nos Institutos Federais

A nova edição deve contar com 3 mil vagas ofertadas, sendo a grande parte para nível superior de formação. O Direção Concursos obteve informações exclusivas que também serão ofertadas oportunidades para carreiras de nível médio, em menor quantitativo.

A ministra do MGI, Esther Dweck, deu destaque para duas carreiras transversais que serão contempladas no certame: uma ligada à Defesa, Justiça e Segurança e outra ligada ao Desenvolvimento Socioeconômico.

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Natália Pires

Natália Pires

Formada em Jornalismo pelo UniCEUB. Com experiência na área esportiva pelo DF Esportes, no setor de rádio pela Agência do Rádio, e em redação pela CNI, agora integra o time de redação do Direção Concursos.

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