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Concurso público: como conciliar o estudo para mais de um edital? Especialista responde!

Confira as estratégias práticas para fazer a conciliação dar certo

Por

Natália Pires
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Imagem - Concurso público: como conciliar o estudo para mais de um edital? Especialista responde!

A dúvida é frequente na mente de milhares de concurseiros: com editais de carreiras desejadas sendo publicados em períodos próximos, vale a pena conciliar o estudo para mais de um concurso público?

O professor e analista do TRE SP, Robson Oliveira, mergulhou fundo no tema, desvendando os riscos, as exceções e os métodos para quem decide seguir por esse caminho.

A mensagem inicial do especialista é um alerta: “Conciliar é exceção”. Segundo ele, o grande risco dessa estratégia é não fazer nenhuma das preparações de maneira bem-feita e acabar sem as duas aprovações. “No mundo ideal, eu faço um de cada vez para que minha atenção, meu foco e minha energia estejam todos depositados em uma única tarefa”, afirmou.

No entanto, Robson reconhece que a realidade muitas vezes impõe a conciliação, seja porque os concursos almejados saíram juntos, seja por uma necessidade de transição profissional. Para esses casos, a chave está em uma minuciosa “análise de riscos” antes de qualquer decisão.

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Os 5 pilares da decisão: quando conciliar pode dar certo

O professor listou os fatores essenciais que todo candidato deve avaliar:

  1. Experiência Pretérita: Sua bagagem de estudos e organização suporta uma dupla jornada? Quem nunca estudou para concursos ou já tentou conciliar e falhou deve ser extremamente cauteloso.
  2. Tipo de Concurso e Similaridade: Conciliar áreas muito distintas (como Tribunal e Polícia) é um risco altíssimo. As melhores chances estão em concursos da mesma área e com bancas organizadoras iguais ou muito parecidas. “Um TRT com outro TRT da FCC é viável. Um TJ FGV com uma Câmara Vunesp, não”, exemplificou.
  3. Prazo até as Provas: Provas muito próximas, especialmente de bancas diferentes, costumam ser uma combinação fatal. A conciliação funciona melhor quando há um intervalo de tempo considerável entre os certames.
  4. Nível (Estadual vs. Federal): “Dificilmente eu faria uma combinação de concurso estadual com federal”, alertou Robson. O problema está na duplicidade de conteúdos semelhantes porém com regras específicas diferentes (ex: duas Constituições, dois Estatutos de Servidor), o que gera grande confusão.
  5. Similaridade de Bancas e Estilo de Prova: Unificar o estudo para provas de bancas com formatos radicalmente opostos (como FGV, que exige profundidade, e CEBRASPE, com seus ‘certo e errado’) é extremamente desgastante e pouco produtivo.

Exemplos práticos de conciliação viável

O professor Robson separou exemplos concretos de combinações que podem funcionar, se bem planejadas:

  • TJ Rio (FGV) e TJ Santa Catarina (FGV): Mesma banca, núcleo de matérias (administrativo, constitucional, processual) muito similar. O candidato estuda a base comum com foco na primeira prova e, após ela, acrescenta as disciplinas exclusivas da segunda.
  • MP-SP Auxiliar (Vunesp) e TJ-SP Interior (Vunesp): Apesar de os cargos serem diferentes, a banca é a mesma e há uma grande sobreposição de matérias básicas (português, informática, matemática). A prova do MP, que exige apenas nove artigos de estatuto, surge como uma “oportunidade” no caminho do estudo mais abrangente para o TJ.
  • TRT-15 (FCC) e INSS (Cebraspe): Caso clássico de bancas diferentes, porém com uma interseção temática forte. Direito Previdenciário e Direito do Trabalho têm “jeitão” similar de estudo. Para quem tem afinidade com a área, a conciliação é possível, dada a proximidade das matérias de formação.

O Plano de Ação: se decidir conciliar, faça assim!

Para quem, após análise, decidir pelo desafio, Robson traçou um roteiro claro:

  1. Análise Detalhada dos Editais: Não basta ver que “cai direito administrativo”. É preciso comparar tópico por tópico, o peso de cada disciplina e a profundidade exigida.
  2. Verificação do Material: O material de estudo cobre integralmente as exigências de ambos os editais? É preciso garantir que não faltará conteúdo.
  3. Elaboração de um Planejamento Estruturado: A organização é ainda mais crítica. A sugestão é começar pelas disciplinas comuns às duas provas para ganhar ritmo e abrangência.
  4. Uso de Ferramentas de Gestão: Robson apresentou o Planejador de Estudos, nova ferramenta da plataforma Direção Concursos, que permite criar ciclos de estudo personalizados, gerenciar múltiplos planos (um para cada concurso) e controlar o tempo dedicado a cada tarefa com um cronômetro integrado.

Atenção: Conciliação não é “fazer por fazer”

O professor finalizou diferenciando conciliação estratégica de apenas acumular provas. “Conciliação significa estudar para dois concursos pensando em passar nos dois, querendo chegar competitivo nos dois. Não é fazer uma prova ‘só para treinar’ enquanto se espera o concurso dos sonhos. São situações diferentes.”

A conclusão é que a conciliação, quando adotada não por ansiedade, mas a partir de uma análise realista e metódica, pode ser uma ferramenta poderosa para ampliar as oportunidades do concurseiro. O segredo, como sempre, está no planejamento, no autoconhecimento e na disciplina.

Confira, também, as dicas do professor em vídeo:

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Natália Pires

Natália Pires

Formada em Jornalismo pelo UniCEUB. Com experiência na área esportiva pelo DF Esportes, no setor de rádio pela Agência do Rádio, e em redação pela CNI, agora integra o time de redação do Direção Concursos.