Entrou em pauta, nas casas legislativas na esfera Federal, projeto de lei que visa a acabar com os ditos “supersalários” no serviço público.Segundo informa o jornal Correio Braziliense, o objetivo central da proposta é atingir o Poder Judiciário Federal, após o Supremo (STF) suspender a validade do juiz das garantias.O projeto, que tramita desde 2016 na Câmara dos Deputados, quer as remunerações limitadas ao teto constitucional (que hoje está fixado no valor de R$ 39,2 mil), sem penduricalhos diversos, tais como:auxílios;horas extras;adicional noturno (acima do teto);verbas indenizatórias diversas.CONHEÇA A NOSSA ASSINATURA ILIMITADARetaliaçãoA retomada do projeto vem após a suspensão, realizada por um dos ministro do STF, Luiz Fux, do juiz das garantias, aprovado no pacote anticrime pelos congressistas.Na visão dos parlamentares, Fux não tinha a competência necessária para fazê-lo, descumprindo até mesmo decisão do presidente da Suprema Corte, Dias Tóffoli.ProjetoO Projeto de Lei 6.726/2016 (PL), proposto pela Comissão Especial do Extrateto (Cteto) do Senado, deve ter decisão ainda no primeiro semestre deste ano (2020).A proposta, como se sabe, vale para os três poderes da República, atingindo a administração direta e indireta (autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista) e sempre volta à tona, quando há indisposição entre o legislativo e o judiciário.O projeto que pretende cortar os supersalários tem o apoio de partidos de todas ideologias políticas: DEM, MDB, PRB, PSD, PP, PL, PSL, PT e Psol,e aguarda o presidente da casa, Rodrigo Maia, levar o tema para votação no plenário.“É uma proposta que nós defendemos sempre: eliminar qualquer tipo de extrateto. As pessoas podem ganhar até o teto. Não tem sentido penduricalho ou extrapolar esse valor”, reprovou. “Eu sou a favor de uma reforma administrativa profunda. Tem altos salários na iniciativa privada também, mas o serviço público tem que dar exemplo. A máquina pública tem de andar”, diz Ivan Valente, deputado do Psol.Reforma AdministrativaO ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, na últma quinta-feira (30/01) que a proposta de reforma administrativa será encaminhada nas próximas semanas. Entre os pontos que serão mudados com a reforma, estão: período de avaliação;estabilidade;salários iniciais. Há expectativa de que a medida também traga limites no teto para ganhos adicionais e acabe com os penduricalhos. Porém, tal reforma não atingiria os postos mais altos do Judiciário.