
Em coletiva nesta terça-feira (5/11), o ministro Paulo Guedes ofereceu esclarecimentos sobre a reforma administrativa. De acordo com Guedes, servidores atuais terão a estabilidade mantida segundo as regras anteriores. No entanto, novos servidores passarão por um período mais longo e rígido para adquirir a estabilidade.
A regra atual determina que a estabilidade é adquirida após três anos de Estágio Probatório. A proposta de reforma administrativa do governo propõe que o período seja aumentado até quatro anos para a obtenção da estabilidade.
“Daqui pra frente, entre, seja um servidor exemplar em três a quatro anos e, então, ganhe a estabilidade”, detalha.
“A mentalidade do servidor público é adquirida quando você serve a população alguns anos antes de ser efetivado”, explicou o ministro. “Não é só porque fez um concurso, entrou e agora pode chutar todo mundo, maltratar, colocar uma estrela de autoridade”.
Além disso, a intenção do governo é aproximar o serviço público da realidade do mercado privado. Uma das propostas é de diminuir a remuneração inicial do servidor. Para isso, o governo planeja diminuir o número de carreiras.
Segundo Paulo Guedes, há cerca de 300 carreiras no governo e a reforma administrativa pretende diminuir este número para 20 a 30. Com isso, o número de níveis e classes nas carreiras também devem aumentar. A ideia é que o servidor demore mais tempo para atingir o topo da carreira.
Recentemente, uma matéria da Folha de S. Paulo anunciou que o processo de seleção também passaria por algumas mudanças, sendo possível a inclusão de dinâmicas em grupos. Saiba mais aqui.

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