
Os funcionários dos Correios entraram em greve, oficialmente, desde às 18h do dia 17 de agosto, por tempo indeterminado. Entre as reivindicações, o grupo pede a manutenção de direitos, mais cuidados com a segurança dos funcionários e se mostraram contra privatização – que poderia afetar o próximo concurso Correios.
Lembrando que a categoria já ameaçava a realização de uma greve desde julho, quando se iniciaram as reuniões para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho. Leia mais aqui.
Entenda as reivindicações
De acordo com a categoria, a greve se dá pela manutenção dos direitos retirados e que constavam no Acordo Coletivo de Trabalho. Entre os direitos retirados, estão:
- licença maternidade de 180 dias
- adicional noturno
- horas extras
- indenização por morte
- auxílio para filhos com necessidades especiais
Além disso, o grupo afirma que a taxa de participação descontada para o plano de saúde também aumentou.
Outros pontos defendidos pela categoria é por medidas de segurança para proteger os funcionários de contaminação do coronavírus. E, por fim, mostraram ser contrários à privatização.
Em entrevista em julho, o vice-presidente da Associação Profissional dos Correios ressaltou que a maior parte do quadro de pessoal é formada por carteiros.
Estes funcionários recebem R$ 1.775, sem os benefícios. O vice-presidente afirma que a empresa calcula como remuneração média dos funcionários R$ 4 mil, o que não corresponderia com a realidade.
O que a empresa afirma
Com um prejuízo estimado de R$ 2,4 bilhões, a empresa Correios afirma que os benefícios dos trabalhadores somam R$ 600 milhões por ano.
Como medida para diminuir o deficit, a administração iniciou uma série de ações, como o corte de benefícios – que levou à greve atualmente.
Um exemplo de corte seria no abono de férias. A lei garante que o empregador receba 1/3 do valor durante as férias. O Correios paga 2/3. E, mesmo em férias, o funcionário recebe R$ 1 mil de vale-alimentação.
Além disso, funcionários recebem vale-cultura e vale-peru (uma espécie de bônus natalino).
E, apesar da empresa mostrar sinais de recuperação com margens de lucro desde 2019, o financeiro foi afetado pela pandemia do coronavírus.
Concurso Correios: e a privatização?
Enquanto o embate entre funcionários e empresa continua, a privatização do Correios está em jogo. Desde o início do mandato, o presidente Bolsonaro já declarou que pretende privatizar a empresa.
A empresa está no pacote de outras estatais que estão na mira da privatização.
No início de julho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que pretende enviar o projeto de privatização de quatro empresas. Guedes descartou que o Correios esteja na lista, mas reforçou o desejo de privatizá-la.
“Está na lista seguramente, só não vou falar quando [será a privatização]. Eu gostaria de privatizar todas as estatais”, disse o ministro.
Além do concurso Correios, quais empresas NÃO devem ser privatizadas?
É importante ressaltar que há empresas que não há risco de serem privatizadas. É o caso das seguintes empresas:
- Banco do Brasil
- Caixa Econômica Federal
- Petrobrás
- BNDES
Destas empresas, o Banco do Brasil deve ficar no radar do concurseiro. Um novo concurso Banco do Brasil está previsto para sair, assim que a situação normalizar. Veja abaixo um breve resumo da situação atual do certame:
CONCURSO BANCO DO BRASIL – uma nova seleção deve ocorrer para área de Tecnologia da Informação, com cerca de 120 vagas. No entanto, espera-se que o concurso de Escriturário convencional ocorra uma vez que a situação volte ao normal. Atualmente, um Escriturário recebe por volta de R$ 4,5 mil de salário inicial. Saiba mais aqui.

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