
A nomeação no Diário Oficial da União em dezembro de 2025 materializou um sonho que parecia distante para grande parte dos 8.861 candidatos que disputaram as 50 vagas no concurso para diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Mas para Douglas Rocha Almeida, de 31 anos, a posse marcada para 20 de janeiro como terceiro-secretário tem um sabor único de conquista e redenção. É a coroação de uma jornada que começou nas mesas de restaurantes e em salões de festas infantis, onde trabalhou como garçom dos 15 aos 27 anos, e que foi sustentada pelo sacrifício de uma mãe diarista.
Nascido em Brasília e criado em Luziânia (GO), no Entorno do DF, Douglas pertence à estatística dos que “driblaram as dificuldades”, mas prefere destacar a fórmula que, para ele, foi fundamental: “políticas públicas e esforço individual”.
A trajetória acadêmica de Douglas é um testemunho do acesso proporcionado por políticas de estado. Sua formação em Inglês e Francês veio do Centro Interescolar de Línguas (CIL). O curso de Relações Internacionais foi viabilizado por uma bolsa de 100% do ProUni na Universidade Católica de Brasília (UCB). Ele ainda cursou Letras-Espanhol na Universidade de Brasília (UnB) e concluiu um mestrado na Escola Superior de Guerra.
Mesmo com diplomas na mão, a realidade financeira o mantinha no serviço de garçom. “Como garçom, ganhava R$150 por dia, mais gorjeta, quando davam. Por ser freelancer, jamais recebi a taxa de serviço”, relatou ao portal Metrópoles. O salário inicial na diplomacia, de R$ 22.558,56, representa uma transformação social radical.
O gatilho: uma perda e um novo propósito
A decisão de encarar o desafio do concurso do Itamaraty, um dos mais exigentes do país, tem raíz em uma dor profunda: a morte de sua irmã, Thayná, em 2017. “Ter essa perspectiva de futuro e não ter podido dividir os frutos com ela me destruiu. Foi provavelmente nesse ano que uma nova estrela… surgiu na minha vida: a diplomacia”, compartilha. O nome Thayná, que significa “estrela” em Tupi, tornou-se seu farol.
Douglas só começou a estudar de fato para o concurso em março de 2021. Foram quatro anos e seis meses de preparação intensa, conciliados com trabalho. “Estudei aos ‘trancos e barrancos’, sempre atrás de bolsas e explorando ao máximo os materiais gratuitos”, conta. A virada veio em 2023, quando foi contemplado com a bolsa-prêmio de vocação para a diplomacia do Instituto Rio Branco, no valor de R$ 30 mil, destinada a pessoas negras. “Com essa bolsa, pude contratar os cursos e professores que eu necessitava.”
Mesmo na maratona de estudos, ele buscou equilíbrio. Viajou com a mãe, Cida, para que ela visse o mar pela primeira vez, em Porto Seguro, passeou com sua cadela Pilar e manteve o relacionamento com a jornalista Hellen Leite, com quem se casou após a homologação do concurso.
“Minha esposa sofreu bastante, pois, durante o namoro, eu só a via aos fins de semana”, reconhece. Hellen, por sua vez, define o marido com uma letra do Revelação: “Guerreiro não foge da luta, não pode correr; ninguém vai poder atrasar quem nasceu para vencer”.
O novo diplomata não esconde seu principal motivador: a mãe. “Um dos motivos de eu ter estudado para passar nesse concurso é para que ela possa interromper suas atividades como empregada doméstica, que é digna, mas cansativa para ela”, explica, citando problemas de saúde de Cida. Seu próximo objetivo é construir para ela um espaço para eventos, para alugar e ter renda própria.
O conselho: um dia de cada vez
Para os concursandos que veem em sua história um espelho de origem, Douglas oferece um conselho inspirado nos Racionais: “Lave o rosto nas águas sagradas da pia, nada como um dia após o outro dia”. Ele credita também à cultura rap e hip-hop parte de sua força. “Foram essenciais na minha aprovação. Dos Racionais ao Emicida. Do Sabotage à Duquesa.”
Após a posse, que terá apenas duas convidadas de honra, sua mãe e sua esposa, Douglas iniciará o Curso de Formação no Instituto Rio Branco. Suas lágrimas, como ele mesmo diz, agora deslizam sobre um rosto alegre, alimentando o espírito de quem quer servir ao Brasil. A história do garçom filho de diarista que virou diplomata é, antes de tudo, uma aula sobre resiliência, foco e o poder transformador da educação.
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Panorama do concurso Diplomata
Organizado pelo Cebraspe, o concurso Diplomata ofertou 50 vagas de nível superior no cargo de terceiro-secretário da carreira de Diplomata. O salário inicial é de R$ 22.558,56.
Confira, abaixo, a distribuição das vagas:
- Ampla concorrência: 37 vagas;
- Candidatos negros: 10 vagas; e
- Pessoas com deficiência: 3 vagas.
Para ingresso, os candidatos deveriam apresentar diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior, emitido por instituição de ensino credenciada pelo Ministério da Educação (MEC).
Os candidatos foram avaliados por meio das etapas seguintes:
- Primeira Fase: prova objetiva, de caráter eliminatório;
- Segunda Fase: provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório.
A Primeira Fase foi realizada em todas as capitais e no Distrito Federal, no dia 20 de julho de 2025. Já a Segunda Fase foi realizada nos dias 23, 24, 30 e 31 de agosto de 2025.
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